Da Redação
O governo federal anunciou um pacote de R$ 10 bilhões em crédito para modernizar máquinas agrícolas no Brasil. A medida busca aumentar produtividade, reduzir custos e fortalecer a indústria nacional em meio à expansão do agronegócio.
O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou o lançamento de uma nova linha de crédito de R$ 10 bilhões destinada à modernização de máquinas e implementos agrícolas no Brasil. A iniciativa, apresentada durante a Agrishow 2026, em Ribeirão Preto, integra a estratégia do governo de impulsionar a produtividade no campo e fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro.
O programa faz parte do MOVE Brasil e será financiado com recursos do superávit do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), com gestão da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Na prática, os recursos poderão ser utilizados para aquisição de tratores, colheitadeiras, pulverizadores, semeadoras, adubadeiras e também tecnologias voltadas à agricultura digital. A proposta vai além da simples renovação de equipamentos: o objetivo é acelerar a incorporação de inovação tecnológica no campo, elevando a eficiência produtiva e reduzindo custos operacionais.
Uma das principais novidades da iniciativa é a ampliação do acesso ao crédito. Pela primeira vez, cooperativas agrícolas poderão acessar diretamente esse tipo de financiamento, o que amplia o alcance da política pública e fortalece a agricultura coletiva.
O governo também aposta em condições mais favoráveis de financiamento. Segundo Alckmin, a linha deve operar com juros mais baixos que os praticados no mercado e começar a ser disponibilizada em cerca de 20 a 30 dias, por meio da Finep e de instituições financeiras parceiras.
A medida surge em um momento estratégico. Apesar do bom desempenho do agronegócio brasileiro, o setor enfrenta dificuldades relacionadas ao custo elevado do crédito e à necessidade de modernização constante. A nova linha de financiamento busca destravar investimentos que vinham sendo adiados por produtores diante desse cenário.
Além disso, o programa dialoga com uma agenda mais ampla do governo voltada à reindustrialização e ao desenvolvimento tecnológico. Ao incentivar a compra de máquinas e equipamentos, a política também estimula a indústria nacional e projetos de pesquisa e desenvolvimento, criando um efeito multiplicador na economia.
O impacto esperado é significativo. A modernização do parque de máquinas tende a aumentar a produtividade por hectare, reduzir custos de manutenção e melhorar o desempenho ambiental da produção agrícola. Isso é especialmente relevante em um cenário global em que mercados internacionais exigem cada vez mais eficiência e sustentabilidade.
A iniciativa também se articula com outras políticas públicas, como o Plano Safra 2025/2026, formando um conjunto de instrumentos voltados a sustentar o crescimento do agronegócio brasileiro.
No fundo, o lançamento da linha de crédito revela uma estratégia clara: transformar o dinamismo do campo em base para um salto tecnológico e produtivo mais amplo. Ao apostar na modernização, o governo tenta não apenas acompanhar o crescimento do setor, mas reposicionar o Brasil como potência agrícola com maior densidade tecnológica.












