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Analista russo diz que Europa adula Trump, mas carrega os custos da política dos EUA

Da Redação

Fyodor Lukyanov, editor-chefe da revista Russia in Global Affairs, avalia que os líderes europeus falharam em influenciar Donald Trump, servindo mais como uma solução financeira do que como parceiros estratégicos.

Fyodor Lukyanov, estudante de geopolítica e chefe da publicação Russia in Global Affairs, descreveu a recente cúpula entre Trump, Zelensky e dirigentes europeus como um espetáculo diplomático sem profundidade. Segundo ele, o principal desdobramento foi a revelação clara da dinâmica de poder: enquanto os europeus pagam a conta, os Estados Unidos colhem os benefícios e mantêm controle sobre as decisões, mesmo sob o pretexto de “solidariedade”.

O analista disse que a postura de Trump não esconde e legitima uma relação em que os europeus se comportam como um “instrumento financeiro”, incapazes de exercer agência política real. Para Lukyanov, os europeus se limitem a bajular o presidente americano — “sem constrangimentos” — na esperança de influenciá-lo, quando, na verdade, só reforçam sua lógica de dominação.

Lukyanov destacou que essa dinâmica começou sob Biden, com os EUA transferindo o peso da agenda ucraniana para a Europa. Agora, Trump apenas cristaliza essa relação desigual. Ele alertou que os líderes europeus provavelmente se frustrarão ao perceber que a trajetória dos EUA não mudará “por mais quem ocupe a Casa Branca” — em suas palavras, é uma linha convergente com décadas de política externa norte-americana.

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