Atitude Popular

Apoio a Alexandre de Moraes cresce nas redes após sanção dos EUA

Ministros do STF, parlamentares e usuários do X se posicionam em defesa do magistrado brasileiro sancionado pela Lei Magnitsky

Da Redação

Após os Estados Unidos sancionarem Alexandre de Moraes sob a Lei Magnitsky, multiplicam-se manifestações de apoio públicas nas redes sociais e no próprio STF.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, está no centro de um turbilhão político e diplomático após ser oficialmente sancionado pelos Estados Unidos no final de julho de 2025. A medida, aplicada com base na chamada Lei Magnitsky, alega que o magistrado brasileiro teria violado princípios de liberdade de expressão e direitos humanos em sua atuação no combate à desinformação e às milícias digitais que operam nas redes sociais brasileiras.

A resposta a esse ataque não demorou: uma verdadeira onda de manifestações públicas de apoio ao ministro tomou conta das redes sociais, especialmente na plataforma X (antigo Twitter), onde o nome de Moraes permaneceu por horas entre os assuntos mais comentados globalmente. A hashtag #XandãoHeroiNacional chegou a registrar mais de 3,8 milhões de interações em menos de 24 horas, impulsionada por juristas, artistas, parlamentares, veículos de mídia progressista e milhares de perfis anônimos e verificados.

Dentro do STF, o apoio ao ministro foi imediato e enfático. O ministro Flávio Dino afirmou que Moraes “está apenas fazendo o seu trabalho, de modo honesto e dedicado, conforme a Constituição do Brasil”, e citou passagens bíblicas para expressar solidariedade. Outros ministros, como Gilmar Mendes e Cármen Lúcia, reforçaram publicamente a confiança na atuação institucional de Moraes, ressaltando seu papel na defesa da ordem constitucional após os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

A classe política também reagiu com firmeza. Parlamentares de diferentes partidos do campo progressista emitiram notas de repúdio à interferência norte-americana e denunciaram a tentativa de pressionar um Poder da República brasileira por meio de medidas extraterritoriais. Muitos viram na sanção um claro gesto político em defesa das plataformas de tecnologia que vêm sendo responsabilizadas por disseminação de desinformação e discursos de ódio no Brasil.

Na sociedade civil, entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), além de juristas renomados e acadêmicos, também manifestaram solidariedade ao ministro, qualificando a sanção como “uma afronta à soberania judicial brasileira” e uma tentativa externa de “enfraquecer os mecanismos de defesa democrática diante da radicalização digital e do neofascismo nas redes”.

O episódio ganhou ainda mais força simbólica com a explosão de memes e manifestações culturais em apoio ao ministro. Figuras como “Xandão com armadura dourada”, “cartão de crédito do Supremo” e sátiras com bandeiras brasileiras surgiram em tom de ironia diante das supostas restrições impostas pelos Estados Unidos. O apoio popular espontâneo contrastou com a esperada reação crítica de grupos bolsonaristas, que comemoraram a medida e voltaram a atacar o Judiciário.

A sanção, no entanto, reacendeu um debate profundo sobre soberania nacional, justiça digital e a nova geopolítica das plataformas. Moraes tem sido um dos principais articuladores de um modelo de enfrentamento ao extremismo digital, baseado na responsabilização direta de empresas como X, Meta, Rumble e Telegram, que constantemente descumprem decisões judiciais ou se recusam a nomear representantes legais no país.

O ministro tem sustentado que sua atuação visa proteger a democracia brasileira dos efeitos corrosivos da desinformação organizada, operada por redes coordenadas e sustentadas por interesses econômicos e políticos transnacionais. Seus críticos, por outro lado, insistem que suas medidas são autoritárias e que limitam a liberdade de expressão. A sanção americana, nesse sentido, aprofunda o dilema: trata-se de uma medida de política externa interferindo diretamente na separação de Poderes de um país soberano.

Diante do impasse, a postura da sociedade civil organizada, do STF e da ampla base de apoio nas redes sociais mostra que o nome de Alexandre de Moraes já ultrapassou o debate técnico-jurídico e se tornou símbolo da resistência institucional diante do caos informacional que ameaça democracias em todo o mundo.

A batalha, portanto, não é apenas jurídica. Ela é narrativa, simbólica e estratégica. E, nesse momento, boa parte do Brasil parece ter escolhido o lado de Moraes na trincheira contra o neofascismo digital.