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Brasil terá Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 em 12 de março

Da Redação

O Brasil passará a ter oficialmente o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, a ser celebrado todos os anos em 12 de março. A criação da data foi definida por lei sancionada pelo Presidente Lula e publicada no Diário Oficial da União.

A escolha do dia remete ao período em que o país começava a enfrentar de forma mais intensa os impactos da pandemia, que deixou marcas profundas na saúde pública, na vida social e na memória coletiva brasileira. A nova legislação busca preservar a lembrança das vítimas e estimular reflexões sobre os efeitos sanitários, humanos e políticos da crise.

O Brasil registrou centenas de milhares de mortes por covid-19 desde o início da pandemia. Hospitais colapsados, falta de oxigênio em algumas regiões, esgotamento de profissionais da saúde e disputas políticas sobre vacinação e medidas sanitárias marcaram o período mais crítico da emergência sanitária.

Familiares de vítimas, movimentos sociais, pesquisadores e entidades da saúde pública vinham defendendo a criação de uma data nacional de memória desde os anos mais agudos da pandemia. Para esses grupos, a institucionalização do dia representa também uma forma de combater o apagamento histórico e reafirmar a importância do Sistema Único de Saúde, o SUS.

A nova lei prevê que o 12 de março seja dedicado a ações de conscientização, homenagens, debates públicos e atividades educativas relacionadas à pandemia, às vítimas e aos profissionais que atuaram na linha de frente do combate à doença.

Especialistas em saúde coletiva lembram que a pandemia alterou profundamente a vida do país, ampliando desigualdades sociais, expondo fragilidades estruturais do sistema de saúde em diversas regiões e deixando impactos duradouros na saúde mental da população. Comunidades periféricas, trabalhadores informais e povos vulnerabilizados estiveram entre os grupos mais afetados.

Ao longo da crise sanitária, o Brasil também se tornou palco de disputas políticas em torno da vacinação, do uso de máscaras e das medidas de isolamento. Enquanto pesquisadores e instituições científicas defendiam protocolos sanitários, setores da extrema direita promoveram campanhas de desinformação que dificultaram parte das ações de enfrentamento à pandemia.

Entidades ligadas à saúde pública afirmam que a criação da data pode contribuir para preservar documentos, relatos, pesquisas e experiências vividas durante o período, além de fortalecer políticas de preparação para futuras emergências sanitárias.

A cerimônia de sanção da lei contou com a participação de autoridades, profissionais da saúde e representantes de familiares das vítimas da covid-19. Integrantes do governo federal afirmaram que a data busca reconhecer o sofrimento de milhões de brasileiros e reafirmar o compromisso com a ciência e a saúde pública.

Durante a cerimônia, o Presidente Lula voltou a defender a preservação da memória das vítimas da pandemia e criticou o negacionismo sanitário que marcou parte da condução da crise no país. O vídeo da fala pode ser assistido aqui:

O Presidente Lula tem defendido, desde o início de seu atual mandato, políticas de reconstrução do SUS e ampliação da cobertura vacinal, após anos de queda em indicadores de imunização no país.

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