Da Redação
Ministros do STF descartam prisão em quartel para Jair Bolsonaro em caso de condenação, e avaliam alternativas como cela especial na Superintendência da PF em Brasília ou sala reservada na Papuda — considerando ainda quadro clínico do ex-presidente.
Hoje, 28 de agosto de 2025, ganham força nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF) as discussões sobre o local mais adequado para eventual prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, caso seja condenado no julgamento que se aproxima. A possibilidade de mantê-lo em quartel militar já foi praticamente descartada, em decorrência dos riscos associados à formação de acampamentos golpistas, como os observados em 2022 próximo ao Quartel-General do Exército em Brasília.
Duas alternativas concentram a atenção dos ministros: uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, ou uma sala reservada no Complexo Penitenciário da Papuda, também em Brasília. A sala preparada pela PF – modelo similar ao utilizado para o ex-presidente Lula em sua detenção em Curitiba – está pronta para uso e conta com estrutura individualizada, incluindo cama, mesa, TV e banheiro privativo.
Por sua vez, na Papuda, apesar da histórica superlotação e déficit de vagas, estima-se que Bolsonaro teria direito a uma sala especial, em linha com precedentes como o do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que chegou a ser acomodado separadamente antes de obter prisão domiciliar por questões de saúde.
Aspectos clínicos do ex-presidente — como crises de soluços com vômitos, infecções pulmonares, esofagite e gastrite — também são considerados, o que não afasta completamente uma eventual manutenção da prisão domiciliar como alternativa.
O julgamento central da Ação Penal que o envolve está marcado para se iniciar em 2 de setembro e se estender até o dia 12 de setembro. A expectativa de uma condenação acende o debate sobre as medidas de custódia mais adequadas para garantir segurança, integridade física e respeito às normas legais.






