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Documentos indicam transferência de milhões de dólares para projeto ligado ao filme sobre Bolsonaro

Da Redação

Novos documentos divulgados por reportagem investigativa reforçam as suspeitas sobre a existência de transferências financeiras destinadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo os documentos analisados pela reportagem, uma planilha de cronograma financeiro e comprovantes bancários internacionais registram pagamentos milionários realizados ao longo de 2025. Os registros apontam que parte dos recursos foi direcionada ao fundo Havengate Development Fund LP, sediado nos Estados Unidos e ligado a operadores envolvidos na produção do filme.

O material divulgado inclui um cronograma de financiamento que previa aportes de aproximadamente US$ 24 milhões, equivalentes a cerca de R$ 134 milhões pela cotação da época. De acordo com os documentos, cerca de US$ 10,6 milhões teriam sido efetivamente transferidos até o momento analisado pela investigação.

Entre os documentos apresentados está um comprovante de transferência internacional emitido pelo sistema SWIFT. O registro indica o envio de US$ 2 milhões por meio da empresa Entre Investimentos e Participações para uma conta vinculada ao fundo Havengate nos Estados Unidos.

A investigação também apresenta mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e a interlocutores ligados ao projeto. Segundo os diálogos divulgados, o cronograma de pagamentos era acompanhado diretamente por Vorcaro e por operadores financeiros próximos a ele. As conversas sugerem preocupação com atrasos nos repasses e indicam que novas transferências eram discutidas ao longo de 2025.

Reportagens anteriores já haviam apontado a participação do senador Flávio Bolsonaro nas negociações para obtenção de recursos destinados ao filme. Documentos e mensagens divulgados anteriormente também indicaram a participação de Eduardo Bolsonaro e do deputado Mário Frias em articulações relacionadas à produção.

O caso passou a ser acompanhado por autoridades federais. Segundo informações já divulgadas pela imprensa, a Polícia Federal apura se parte dos recursos enviados ao exterior teve destinação diferente daquela oficialmente informada e se houve utilização dos valores para custear atividades ligadas à permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Os envolvidos negam irregularidades. Em manifestações anteriores, aliados do ex-presidente afirmaram que as informações divulgadas não comprovam ilegalidades e contestaram interpretações apresentadas pelas reportagens. O espaço para manifestação dos citados tem sido mantido aberto pelos veículos responsáveis pelas investigações.

A divulgação dos documentos amplia uma controvérsia que já vinha produzindo repercussões políticas e jurídicas. O caso envolve financiamento internacional, relações entre agentes políticos e empresários, além de possíveis desdobramentos em investigações conduzidas por órgãos de controle e segurança pública.

A campanha Brasil Soberano defende a construção de um Congresso Amigo do Povo. Um manifesto está sendo elaborado por intelectuais, sindicalistas e lideranças populares e pode ser conhecido e assinado em https://campanhabrasilsoberano.com.br/

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