Exportações para Europa crescem R$ 10 bilhões e Alckmin destaca estratégia de diversificação diante do tarifaço dos EUA

Vendas brasileiras ao mercado europeu avançaram 26%, com crescimento registrado tanto no agronegócio quanto na indústria

Da Redação

As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram R$ 10 bilhões nos dois primeiros meses de vigência provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. O aumento de 26% em relação ao mesmo período do ano passado foi destacado nesta segunda-feira (20) pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, em meio à entrada em vigor da nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Segundo Alckmin, os números demonstram que a estratégia do governo de ampliar os mercados para os produtos brasileiros já começa a produzir resultados. Em publicação nas redes sociais, o vice-presidente afirmou que “quem aposta contra o Brasil sai no prejuízo”.

Em vídeo divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Alckmin explicou que o crescimento alcançou tanto o agronegócio quanto a indústria. Entre os produtos que ampliaram as vendas para o mercado europeu estão manga, café e mel. O setor industrial também registrou expansão nas exportações de máquinas e motores.

Para o vice-presidente, o desempenho confirma a importância da política de diversificação comercial adotada pelo governo federal. A ampliação do comércio internacional fortalece as empresas brasileiras, contribui para a geração de empregos e reduz a dependência de mercados sujeitos a decisões protecionistas.

O crescimento ocorre poucos meses após a entrada em vigor provisória do acordo entre Mercosul e União Europeia, iniciada em 1º de maio. O tratado prevê a redução gradual das tarifas de importação para grande parte dos produtos comercializados entre os dois blocos, ampliando o acesso das empresas brasileiras ao mercado europeu.

Os resultados também ganham peso diante do novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Em resposta às barreiras comerciais adotadas por Washington, o governo brasileiro tem acelerado a abertura de mercados e buscado ampliar as oportunidades de exportação para outros parceiros.

A estratégia reduz a exposição da economia brasileira a decisões unilaterais dos Estados Unidos e demonstra que a diversificação das relações comerciais pode transformar uma ofensiva tarifária em impulso para a conquista de novos mercados.