Casa Branca busca aprovação de novo pacote bilionário para sustentar a ofensiva militar, enquanto cresce a pressão política sobre os gastos da guerra
Da Redação
A guerra dos Estados Unidos contra o Irã já consumiu aproximadamente US$ 37,5 bilhões (cerca de R$ 192 bilhões) desde o início da ofensiva, segundo estimativa apresentada pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, ao Congresso norte-americano. Ao mesmo tempo, o governo do presidente Donald Trump solicitou um novo pacote de aproximadamente US$ 87,6 bilhões (cerca de R$ 462 bilhões) para financiar a continuidade das operações militares e recompor estoques de armamentos utilizados no conflito.
A solicitação ocorre em meio ao agravamento da guerra, que voltou a registrar ataques diários após o colapso do cessar-fogo. Segundo o Pentágono, os recursos atualmente disponíveis podem se esgotar nas próximas semanas, comprometendo atividades de treinamento, manutenção de equipamentos e a capacidade operacional das Forças Armadas.
Pentágono alerta para risco de colapso orçamentário
Durante audiência no Senado, Pete Hegseth afirmou que o orçamento militar enfrenta forte pressão devido ao custo crescente da guerra.
Segundo ele, sem a aprovação dos novos recursos, o Departamento de Defesa será obrigado a reduzir programas de treinamento, manutenção de aeronaves, navios e sistemas de defesa, além de adiar investimentos em novas capacidades militares. O secretário também alertou que parte das operações no Oriente Médio poderá sofrer restrições caso o Congresso não aprove rapidamente o pacote solicitado pela Casa Branca.
O pedido de US$ 87,6 bilhões integra um projeto mais amplo de financiamento suplementar apresentado pelo governo Trump ao Congresso no fim de junho, tendo como principal objetivo sustentar a campanha militar contra o Irã.
Congresso dividido
A proposta enfrenta resistência entre parlamentares democratas e também entre parte dos republicanos.
Durante a audiência, senadores cobraram do governo maior transparência sobre os objetivos estratégicos da guerra, os critérios para sua continuidade e os custos projetados para os próximos meses. Também foram levantadas críticas à ausência de uma estratégia clara para encerrar o conflito e ao impacto crescente sobre o déficit público norte-americano.
Manifestantes contrários à guerra interromperam parte da sessão no Senado, refletindo o aumento da pressão da opinião pública contra a ampliação das operações militares. Pesquisas recentes indicam queda no apoio popular ao conflito, especialmente às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato.
Guerra amplia pressão sobre orçamento dos EUA
Especialistas avaliam que o custo da campanha militar tende a crescer caso o conflito se prolongue.
Além das despesas diretamente relacionadas às operações de combate, o orçamento inclui reposição de mísseis, munições de alta precisão, manutenção da frota militar, reforço das bases norte-americanas no Oriente Médio e deslocamento contínuo de tropas e equipamentos. Estimativas independentes apontam que os custos totais da guerra podem superar facilmente os valores atualmente reconhecidos oficialmente pelo governo.
O cenário reforça o debate sobre a sustentabilidade financeira da estratégia adotada pela administração Trump. Enquanto a Casa Branca argumenta que os novos recursos são indispensáveis para manter a capacidade militar dos Estados Unidos, opositores afirmam que a escalada do conflito poderá produzir impactos duradouros sobre as contas públicas e aumentar a polarização política no país.






