Da Redação
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, apresentou um plano para que o partido cresça sua bancada na Câmara dos Deputados de 47 para cerca de 90 cadeiras nas eleições de 2026, combinando a possibilidade de candidatura própria à Presidência com alianças flexíveis nos estados e campanha proporcional forte.
O presidente do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, traçou uma estratégia ambiciosa para que a legenda saia das eleições gerais de 2026 com uma das maiores bancadas da Câmara dos Deputados. A meta interna é quase dobrar o número atual de parlamentares, passando de 47 para algo entre 80 e 90 deputados federais.
A avaliação da cúpula do PSD é que uma bancada desse tamanho colocaria o partido em posição central no próximo Congresso, ampliando significativamente seu poder de negociação política, sua influência nas comissões permanentes e o acesso a recursos do fundo eleitoral e do fundo partidário a partir de 2027.
O plano desenhado por Kassab combina pragmatismo eleitoral com flexibilidade política. Embora o partido trabalhe com a possibilidade de lançar um candidato próprio à Presidência da República, essa decisão não será usada como elemento de amarração para os diretórios estaduais. A orientação é permitir que cada estado construa seus próprios palanques de acordo com a realidade local, priorizando o desempenho na eleição proporcional.
Entre os nomes cogitados para uma eventual candidatura presidencial do PSD estão os governadores Ratinho Júnior, do Paraná, Ronaldo Caiado, de Goiás, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. A definição sobre candidatura própria deve ocorrer apenas mais adiante, sem pressa, justamente para não comprometer alianças regionais estratégicas.
Na prática, a estratégia prevê que o PSD possa apoiar diferentes candidatos à Presidência em estados distintos, inclusive o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em algumas regiões, enquanto em outras pode se alinhar a projetos políticos diversos. O objetivo central é maximizar o número de votos para deputado federal e fortalecer a presença do partido no Congresso.
Dirigentes do partido avaliam que essa lógica descentralizada aumenta a competitividade do PSD em estados onde alianças rígidas poderiam limitar o crescimento da legenda. Em locais onde o partido governa ou possui forte presença municipal, a prioridade será montar chapas robustas para a Câmara, mesmo que isso implique alianças distintas da estratégia nacional.
Analistas políticos observam que a busca por uma bancada próxima de 90 deputados segue uma tendência de fortalecimento do chamado “centrão ampliado”, no qual partidos médios apostam na força legislativa como principal ativo político, independentemente de quem vença a disputa presidencial. Uma bancada desse tamanho garantiria ao PSD protagonismo nas negociações do próximo ciclo político e capacidade de influenciar agendas centrais do governo e do Congresso.












