Da Redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como “dia histórico” a entrada em vigor de novas regras do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) que zeram o imposto para quem ganha até R$ 5 mil por mês e reduziram a tributação para rendas mais altas, beneficiando cerca de 16 milhões de contribuintes em 2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou nas redes sociais e em declarações públicas o que definiu como um “dia histórico” para milhões de brasileiros, após a entrada em vigor das mudanças na tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). As novas regras passaram a ser sentidas nos contracheques dos trabalhadores e marcam uma das principais reformas tributárias de seu governo, com impacto direto no orçamento das famílias brasileiras.
De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, cerca de 16 milhões de pessoas serão beneficiadas pela redução ou até pela isenção total do imposto de renda em 2026. Entre os principais efeitos da nova legislação está a isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil por mês, uma faixa que passou a vigorar já nos salários pagos neste ano, com reflexos financeiros que começam a aparecer nos contracheques. Trabalhadores que ganham entre R$ 5 mil e R$ 7.350 mensais também passaram a ter redução gradual do imposto retido na fonte, diminuindo a carga tributária sobre rendas médias.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Lula afirmou que a medida representa mais dinheiro no bolso das pessoas, com ganhos anuais estimados em quase R$ 4.800 para quem se enquadra na faixa de isenção. “É mais comida na mesa, mais tranquilidade dentro de casa e dignidade”, disse o presidente ao celebrar a concretização da política fiscal.
A reforma tributária começou a ser discutida em 2025 e passou por várias etapas de aprovação no Congresso. A Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade o projeto que amplia a faixa de isenção, alterando significativamente a forma como o Imposto de Renda incide sobre trabalhadores formais, servidores públicos, aposentados e pensionistas. A legislação foi sancionada em novembro de 2025 e estabeleceu a nova tabela que agora está em vigor.
Especialistas em tributação destacam que a medida tende a estimular o consumo e aliviar o orçamento de famílias de baixa e média renda, ampliando a renda disponível ao reduzir os descontos diretamente nos contracheques. Em contrapartida, a reforma também inclui medidas de compensação fiscal, como o aumento de tributos para as faixas de renda mais altas e novas regras de taxação de lucros e dividendos, com o objetivo de equilibrar o impacto da renúncia de arrecadação.
Nas ruas, trabalhadores e contribuintes celebram a mudança. Muitos afirmam que o valor que agora deixam de pagar em imposto será usado para cobrir gastos essenciais, como contas de casa, alimentação e transporte, ou para poupar para objetivos pessoais, como educação ou compra de bens duráveis.
A medida também reforça um dos compromissos de campanha de Lula em relação à justiça tributária, buscando reduzir a carga sobre as classes de renda mais baixa e tornar o sistema tributário mais progressivo, com alívio fiscal concentrado na base da pirâmide de rendimentos.


