Lula coloca inteligência artificial no centro do novo mandato

Durante a Live da Vitória, ao lado de André Janones, presidente anuncia prioridade à economia digital, à formação tecnológica de jovens e ao desenvolvimento de inteligência artificial brasileira. Estratégia envolve universidades, institutos federais, centros de dados e aplicações em serviços públicos. Plano nacional prevê R$ 23 bilhões até 2028, mas ainda será necessário definir novos recursos, metas e mecanismos para transformar os compromissos do próximo mandato em capacidade tecnológica nacional.

Da Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira, 5 de novembro, que a economia digital, a inteligência artificial e a formação tecnológica de jovens estarão entre as prioridades de seu quarto mandato presidencial, que começa em janeiro de 2027. A declaração foi feita durante a Live da Vitória, transmissão realizada com o deputado federal André Janones (Rede-MG), na qual Lula apresentou perspectivas para os próximos quatro anos e defendeu uma participação mais ampla do Brasil no desenvolvimento de tecnologias avançadas. O presidente também mencionou as economias criativa e verde como componentes da agenda econômica que pretende desenvolver.

O anúncio ocorreu em resposta a uma pergunta de uma internauta identificada como Rosane, que questionou a possibilidade de o governo investir em inteligência artificial brasileira para auxiliar professores de escolas públicas na identificação de dificuldades de aprendizagem dos estudantes. Lula respondeu destacando a intenção de ampliar a formação de jovens em universidades e institutos federais, especialmente nas áreas científicas e tecnológicas relacionadas à inteligência artificial.

O presidente afirmou que pretende mobilizar as instituições federais de ensino para oferecer cursos capazes de preparar milhares de estudantes para trabalhar com tecnologias avançadas. Também expressou a ambição de ampliar a capacidade brasileira de desenvolver sistemas próprios, reduzindo a dependência de soluções produzidas em outros países, particularmente Estados Unidos e China.

A declaração retoma compromissos apresentados por Lula no discurso realizado depois da eleição presidencial de 25 de outubro. Na ocasião, o presidente defendeu a atração de centros de processamento de dados para o território brasileiro, aproveitando a disponibilidade de fontes renováveis de energia, e anunciou a intenção de desenvolver uma inteligência artificial nacional.

As declarações estabelecem uma orientação política para o próximo mandato, mas ainda não constituem um novo programa detalhado de investimentos. Durante a transmissão desta quinta-feira, Lula não apresentou valores adicionais, metas quantitativas de formação, calendário de implantação de cursos ou características técnicas dos sistemas de inteligência artificial que pretende desenvolver.

A definição desses instrumentos será necessária para avaliar a execução da agenda anunciada. A formação de profissionais especializados, a instalação de infraestrutura computacional e o desenvolvimento de sistemas próprios envolvem atividades diferentes, com necessidades específicas de financiamento, equipamentos, pesquisa e pessoal qualificado.

O Brasil já possui uma estrutura de política pública voltada ao setor. O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), apresentado em julho de 2024, estabelece um conjunto de iniciativas para o período de 2024 a 2028, com investimentos previstos de aproximadamente R$ 23,03 bilhões.

O programa reúne ações de impacto imediato e medidas estruturantes destinadas a ampliar a capacidade tecnológica nacional. Seus cinco principais eixos envolvem infraestrutura e desenvolvimento de inteligência artificial, formação e capacitação, melhoria dos serviços públicos, inovação empresarial e apoio à regulação e à governança da tecnologia.

A maior parcela dos recursos previstos está associada ao estímulo à inovação empresarial. O plano destina aproximadamente R$ 13,79 bilhões a esse eixo, enquanto cerca de R$ 5,79 bilhões são direcionados à infraestrutura e ao desenvolvimento tecnológico. Outros R$ 1,76 bilhão estão previstos para aplicações em serviços públicos e aproximadamente R$ 1,15 bilhão para formação e capacitação.

Esses valores representam a programação do plano original, não investimentos adicionais anunciados na transmissão de quinta-feira. Também é necessário distinguir recursos previstos daqueles efetivamente executados, pois a realização das iniciativas depende de instrumentos financeiros, projetos aprovados, contratações e desembolsos ao longo do período.

A articulação entre o PBIA e as prioridades do próximo mandato será uma das questões administrativas a serem definidas. O programa atual atravessa os dois primeiros anos da nova gestão, enquanto o compromisso apresentado por Lula estabelece um horizonte de quatro anos. A continuidade das iniciativas e sua eventual ampliação dependerão de decisões orçamentárias e institucionais.

A formação de profissionais ocupa uma posição central nessa estratégia. Sistemas de inteligência artificial exigem conhecimentos em matemática, estatística, programação, engenharia de computação, processamento de dados e diversas disciplinas científicas. Sua utilização em saúde, educação, agricultura e indústria também demanda especialistas capazes de compreender os problemas específicos de cada área.

As universidades brasileiras já desenvolvem pesquisas relacionadas a aprendizado de máquina, processamento de linguagem natural, visão computacional, robótica e análise de grandes volumes de dados. Institutos federais também participam da formação técnica e tecnológica em diferentes regiões do país. A expansão dessas atividades poderá envolver atualização curricular, contratação de pesquisadores, aquisição de equipamentos e estabelecimento de novas parcerias.

A distribuição territorial da formação constitui um aspecto importante. O acesso a cursos especializados depende de infraestrutura educacional, conectividade e disponibilidade de profissionais. A ampliação de oportunidades fora dos grandes centros urbanos está relacionada à capacidade de universidades e institutos de oferecer laboratórios, redes de pesquisa e atividades de extensão.

O desenvolvimento tecnológico também envolve a permanência de profissionais qualificados no país. Pesquisadores e engenheiros brasileiros participam de um mercado internacional de trabalho no qual empresas e instituições estrangeiras oferecem oportunidades de remuneração e pesquisa. A criação de ambientes científicos e empresariais capazes de absorver esses profissionais faz parte dos desafios associados à formação de capacidades nacionais.

Outro componente do anúncio presidencial diz respeito à infraestrutura computacional. Sistemas modernos de inteligência artificial podem exigir grandes quantidades de processamento e armazenamento, especialmente durante o treinamento de modelos com muitos parâmetros. Isso torna relevantes os investimentos em supercomputadores, centros de dados, redes de alta velocidade e equipamentos especializados.

O PBIA prevê a ampliação da infraestrutura nacional de processamento, incluindo a implantação de um supercomputador destinado a atividades científicas e tecnológicas. O objetivo declarado é ampliar a capacidade brasileira de executar pesquisas e desenvolver soluções que dependem de computação de alto desempenho.

A existência de centros de dados em território nacional pode facilitar determinadas aplicações e reduzir a necessidade de recorrer continuamente a infraestrutura localizada no exterior. Entretanto, a instalação física desses equipamentos não assegura, isoladamente, autonomia tecnológica.

O controle da infraestrutura, a propriedade dos sistemas, os contratos de prestação de serviços, a origem dos componentes e as condições de acesso aos dados são fatores distintos. Um centro de dados instalado no Brasil pode pertencer a uma empresa estrangeira e utilizar equipamentos ou plataformas cuja administração permaneça submetida a decisões tomadas fora do país.

Por isso, o conceito de soberania digital envolve diferentes dimensões: capacidade de processamento, proteção de dados, desenvolvimento de software, formação de profissionais e possibilidade de utilizar tecnologias sem dependência exclusiva de um fornecedor.

A questão também alcança os semicondutores, componentes utilizados em computadores, servidores e aceleradores especializados em inteligência artificial. A produção desses equipamentos depende de cadeias industriais internacionais complexas, concentradas em determinados países e empresas.

O desenvolvimento de modelos brasileiros não exige necessariamente fabricar nacionalmente todos os componentes utilizados. Entretanto, o acesso a equipamentos, sua manutenção e a disponibilidade de capacidade computacional influenciam os custos e a continuidade dos projetos.

A participação de instituições públicas de pesquisa, empresas privadas e organismos de financiamento poderá determinar como essas necessidades serão atendidas. O BNDES e a Finep aparecem entre os instrumentos previstos no plano nacional para apoiar infraestrutura, pesquisa e projetos empresariais.

Em setembro de 2026, o governo federal sancionou a legislação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, conhecido como Redata. O mecanismo estabelece incentivos destinados à instalação e ao desenvolvimento de infraestrutura de processamento de dados, vinculando benefícios a contrapartidas de investimento, pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o programa também prevê condições relacionadas à sustentabilidade e à destinação de parte dos serviços ao mercado brasileiro. A iniciativa integra a estratégia governamental de ampliar a presença nacional nas cadeias tecnológicas relacionadas à computação em nuvem e à inteligência artificial.

A utilização de energia renovável constitui um dos elementos considerados pelo governo para atrair investimentos. Centros de dados consomem eletricidade para operar servidores e sistemas de refrigeração, e sua demanda pode variar conforme o tipo de equipamento, a intensidade de processamento e as características das instalações.

A expansão dessas estruturas exige planejamento energético. Além da disponibilidade de geração, é necessário considerar capacidade de transmissão, confiabilidade do fornecimento, consumo de água quando aplicável e os impactos locais da infraestrutura. O aproveitamento de fontes renováveis pode integrar projetos de sustentabilidade, mas depende de condições técnicas e contratos efetivos de abastecimento.

A aplicação de inteligência artificial na educação foi o tema que motivou a resposta presidencial durante a transmissão. Ferramentas computacionais podem auxiliar professores na análise de exercícios, organização de conteúdos e identificação de padrões de dificuldade apresentados por estudantes.

Entretanto, a utilização dessas tecnologias em escolas envolve requisitos pedagógicos e de proteção de dados. Sistemas empregados para acompanhar o desempenho de crianças e adolescentes precisam considerar a qualidade das informações utilizadas, a possibilidade de erros e a necessidade de supervisão humana.

Uma ferramenta que indique dificuldades de aprendizagem não substitui a avaliação de professores e profissionais especializados. Seus resultados dependem dos dados disponíveis e dos critérios utilizados para classificar o desempenho dos estudantes. Diferenças socioeconômicas, linguísticas e educacionais também precisam ser consideradas para evitar interpretações inadequadas.

A formação dos docentes será outro componente relevante. O uso de sistemas de inteligência artificial no ambiente escolar exige conhecimento sobre suas possibilidades, limitações e riscos. Sem orientação pedagógica e infraestrutura adequada, a introdução de ferramentas digitais pode produzir resultados diferentes daqueles inicialmente pretendidos.

O Ministério da Educação e as redes de ensino terão papel importante caso sejam desenvolvidos programas específicos para essa finalidade. Ainda não foram anunciadas nesta quinta-feira as características de uma ferramenta nacional de inteligência artificial destinada aos professores da educação básica.

Na saúde, a inteligência artificial possui aplicações possíveis em apoio ao diagnóstico por imagem, organização de informações clínicas, gestão de recursos e identificação de padrões epidemiológicos. O PBIA inclui iniciativas relacionadas à melhoria de serviços públicos, que poderão envolver diferentes áreas administrativas.

A utilização em hospitais e unidades de saúde exige validação científica, proteção de dados sensíveis e supervisão profissional. Sistemas de apoio à decisão podem contribuir para determinadas atividades, mas precisam demonstrar segurança e desempenho nas condições concretas de uso.

Na indústria, ferramentas de inteligência artificial podem participar de processos de automação, manutenção preditiva, controle de qualidade e planejamento de produção. Sua adoção depende da infraestrutura das empresas, da disponibilidade de dados e da qualificação dos trabalhadores.

Na agricultura, aplicações incluem monitoramento de lavouras, análise climática e apoio à utilização de insumos. Na logística, podem ser utilizadas para organizar rotas, estoques e fluxos de transporte. Os resultados econômicos variam conforme a tecnologia, o investimento necessário e a capacidade de integrá-la aos processos produtivos.

Essas aplicações demonstram que a economia digital não corresponde a um setor isolado. Ela reúne infraestruturas e tecnologias utilizadas em diferentes atividades, com efeitos sobre organização do trabalho, produtividade e prestação de serviços.

O crescimento da inteligência artificial também está associado a transformações nas ocupações profissionais. Determinadas tarefas podem ser automatizadas, enquanto outras passam a exigir novas competências. Em algumas atividades, os sistemas funcionam como instrumentos complementares ao trabalho humano; em outras, podem alterar significativamente as necessidades de contratação.

A avaliação desses efeitos exige estudos específicos por setor e ocupação. Não é possível deduzir uma quantidade determinada de empregos criados ou eliminados a partir do anúncio de investimentos em inteligência artificial. A formação profissional e os mecanismos de adaptação do mercado de trabalho serão relevantes para acompanhar essas mudanças.

Outro tema associado à agenda digital é a regulação das grandes empresas de tecnologia. Em seu discurso depois da reeleição, Lula afirmou que pretende ampliar a regulamentação das plataformas digitais e mencionou preocupações relacionadas à prática de crimes no ambiente virtual, à tributação e à influência das empresas sobre processos políticos.

A discussão envolve diferentes instrumentos legais. A proteção de dados pessoais possui regras próprias estabelecidas pela Lei Geral de Proteção de Dados. A responsabilidade por conteúdos digitais, a transparência de sistemas automatizados e a aplicação da legislação concorrencial constituem áreas que podem exigir procedimentos específicos.

A regulação de inteligência artificial acrescenta questões relacionadas à explicabilidade de determinadas decisões automatizadas, à prevenção de discriminação, ao tratamento de dados e à atribuição de responsabilidades em caso de danos.

Essas preocupações coexistem com a necessidade de permitir pesquisa científica, desenvolvimento empresarial e utilização de ferramentas tecnológicas. A definição das regras dependerá das normas aprovadas e dos órgãos responsáveis por sua aplicação.

A agenda também possui uma dimensão internacional. Estados Unidos, China, países europeus e outras economias desenvolvem políticas industriais, programas de pesquisa e instrumentos regulatórios relacionados à inteligência artificial. O Brasil participa desse ambiente por meio de instituições científicas, empresas, acordos internacionais e iniciativas de cooperação tecnológica.

O compromisso de Lula com o desenvolvimento de soluções brasileiras não significa necessariamente interromper a utilização de tecnologias estrangeiras. O país pode combinar pesquisa própria, cooperação internacional e aquisição de sistemas produzidos no exterior, dependendo das necessidades de cada atividade.

A escolha entre essas alternativas envolve custos, condições contratuais, propriedade intelectual e disponibilidade de conhecimentos especializados. Sistemas nacionais podem oferecer maior possibilidade de adaptação a necessidades linguísticas e institucionais brasileiras, enquanto soluções internacionais também podem contribuir para atividades científicas e produtivas.

A língua portuguesa constitui um elemento relevante desse processo. Modelos de linguagem precisam lidar com diferenças regionais, vocabulário especializado e características culturais presentes nas informações utilizadas durante treinamento e avaliação. O desenvolvimento de conjuntos de dados adequados pode contribuir para aplicações destinadas ao serviço público, à educação e à pesquisa.

Entretanto, a coleta e a utilização de dados devem respeitar direitos autorais, privacidade e normas específicas aplicáveis aos diferentes materiais. A criação de modelos nacionais não elimina as exigências de segurança e responsabilidade relacionadas ao uso das informações.

Durante a Live da Vitória, Lula também mencionou a economia criativa como uma das áreas que pretende fortalecer. Em conversa com a ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou atividades culturais e sua relação com oportunidades de trabalho e geração de renda.

A economia criativa abrange diferentes segmentos, incluindo audiovisual, música, design, produção cultural, jogos eletrônicos e serviços relacionados à criação intelectual. Parte dessas atividades utiliza tecnologias digitais para produção, distribuição e comercialização.

A inteligência artificial introduz novas possibilidades e controvérsias nesses mercados. Ferramentas automatizadas podem ser utilizadas na edição, produção e organização de conteúdos, mas também levantam questões sobre remuneração de criadores, direitos autorais e utilização de obras em sistemas computacionais.

A articulação entre políticas culturais e tecnológicas poderá envolver essas discussões. Entretanto, o governo ainda não apresentou durante a transmissão medidas específicas sobre a relação entre inteligência artificial e direitos dos trabalhadores da cultura.

A economia verde, igualmente mencionada pelo presidente, abrange atividades relacionadas à sustentabilidade ambiental, energia, indústria e gestão de recursos naturais. Sua relação com a transformação digital aparece em áreas como monitoramento ambiental, eficiência energética e análise de informações climáticas.

A implementação conjunta dessas agendas exigirá coordenação entre diferentes ministérios, órgãos de pesquisa, instituições de ensino e empresas. O planejamento poderá envolver recursos orçamentários, instrumentos de crédito, editais de pesquisa e parcerias tecnológicas.

O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial já prevê uma divisão de responsabilidades entre diferentes instituições. A expansão anunciada para o próximo mandato dependerá da definição de quais ações serão mantidas, ampliadas ou complementadas.

O anúncio presidencial permite identificar prioridades, mas algumas informações continuam pendentes: volume de novos recursos, distribuição dos investimentos por instituição, metas de formação, critérios de seleção de projetos e indicadores de execução.

A divulgação desses elementos permitirá acompanhar o cumprimento dos compromissos. Para iniciativas de formação, será possível observar número de cursos, matrículas, concluintes e inserção profissional. Para infraestrutura, poderão ser examinadas capacidade computacional instalada, disponibilidade de acesso e custos de utilização. Nos serviços públicos, os resultados dependerão de indicadores relacionados à qualidade e à segurança das aplicações.

A transparência sobre contratos, resultados de pesquisa e aplicação de recursos também será importante para permitir o acompanhamento público da política. Projetos tecnológicos envolvem investimentos de duração prolongada e podem apresentar diferenças entre objetivos anunciados e resultados alcançados.

A estratégia digital, portanto, atravessa diferentes dimensões da administração econômica. Envolve educação, infraestrutura, ciência, indústria, energia, serviços públicos e regulação. Seu desenvolvimento dependerá da capacidade de transformar compromissos gerais em programas com responsabilidades definidas e mecanismos de avaliação.

O anúncio de Lula durante a Live da Vitória estabelece a inteligência artificial e a economia digital entre as prioridades declaradas para o mandato de 2027 a 2030. A intenção de mobilizar universidades e institutos federais, ampliar a formação tecnológica e desenvolver sistemas brasileiros está relacionada ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, que prevê R$ 23,03 bilhões entre 2024 e 2028. O governo também dispõe de instrumentos voltados à instalação de centros de dados e ao financiamento de pesquisa e inovação. A etapa seguinte será definir os investimentos adicionais, os projetos específicos e as metas de execução. O alcance da política poderá ser acompanhado pela ampliação da infraestrutura nacional, pela formação de profissionais e pelos resultados efetivos da utilização da tecnologia na economia e nos serviços públicos.