Atitude Popular

Lula critica rearmamento da UE e exige reforma da ONU em reunião ministerial

Da Redação

Em reunião com ministros, o presidente Lula chamou atenção para os R$ 800 bilhões de rearmamento aprovados pela União Europeia, denunciou negligência global em crises como Gaza e defendeu a democratização da ONU para agir diante de genocídios.

Durante reunião ministerial realizada nesta terça-feira (26 de agosto), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas ao cenário global de segurança. Ele denunciou que a União Europeia aprovou cerca de R$ 800 bilhões em gastos militares — um valor que, na avaliação dele, poderia ter sido destinado a erradicar a fome ou preservar florestas, especialmente no contexto da COP30 marcada para ocorrer em Belém.

Lula afirmou que o foco atual das potências parece ser menos a paz e mais o controle financeiro de crises. “A preocupação maior de todos agora é quem vai ficar com a dívida da guerra. A União Europeia aprovou rearmamento enquanto precisamos de recursos para manter a florestas de pé”, disse, ressaltando a priorização equivocada diante de desafios humanitários.

O presidente também denunciou o “genocídio” em marcha na Faixa de Gaza, destacando que crianças continuam morrendo de fome e sendo vítimas de violência diariamente. “Crianças esqueléticas aparecem atrás de comida e são assassinadas como se fossem combatentes”, lamentou.

Como resposta, Lula voltou a clamar por reformas profundas na governança global. Reiterou o argumento de que organismos multilaterais, especialmente o Conselho de Segurança da ONU, devem ter poder real de intervenção — inclusive para impedir genocídios. “A estrutura atual da ONU precisa mudar para que alguém possa parar uma guerra, parar um genocídio”, concluiu.

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