Da Redação
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, voltou a criticar a política de sanções unilaterais adotada pelos Estados Unidos e reafirmou que o fortalecimento das relações com os países do Sul Global permanece como uma das prioridades centrais da diplomacia brasileira.
Durante agenda internacional, o chanceler defendeu que medidas coercitivas impostas sem respaldo multilateral comprometem o diálogo entre os países e dificultam a construção de soluções negociadas para conflitos e disputas internacionais. Segundo ele, o Brasil mantém posição histórica favorável ao respeito ao direito internacional, à solução pacífica de controvérsias e ao fortalecimento das instituições multilaterais.
Mauro Vieira também reiterou que a política externa do governo Lula continuará priorizando o aprofundamento das relações com países da América Latina, África, Ásia e Oriente Médio. A estratégia está alinhada à defesa de uma ordem internacional mais multipolar e à ampliação da cooperação entre países em desenvolvimento.
Nos últimos anos, o Itamaraty intensificou sua atuação em fóruns como BRICS, G20 e Nações Unidas, defendendo maior participação dos países do Sul Global nos processos de decisão internacional. O governo brasileiro argumenta que as transformações econômicas e geopolíticas das últimas décadas exigem uma representação mais equilibrada das nações emergentes nos organismos multilaterais.
As declarações do chanceler ocorrem em meio ao aumento das tensões internacionais envolvendo sanções econômicas, disputas comerciais e conflitos geopolíticos em diferentes regiões do planeta. Para a diplomacia brasileira, medidas unilaterais tendem a aprofundar instabilidades e dificultar iniciativas de cooperação internacional.
O posicionamento também reforça a estratégia adotada pelo governo Lula desde o início do mandato, marcada pela retomada da diplomacia presidencial, pela ampliação do diálogo com diferentes blocos regionais e pela defesa da autonomia da política externa brasileira.
Nesse contexto, o fortalecimento das relações Sul-Sul é apresentado pelo Itamaraty como instrumento para ampliar oportunidades comerciais, cooperação tecnológica, integração regional e desenvolvimento econômico, reduzindo dependências históricas e fortalecendo a capacidade de atuação soberana dos países em desenvolvimento no cenário internacional.
A campanha Brasil Soberano defende a construção de um Congresso Amigo do Povo. Um manifesto está sendo elaborado por intelectuais, sindicalistas e lideranças populares e pode ser conhecido e assinado em https://campanhabrasilsoberano.com.br/



