Ex-primeira-dama reage à declaração do pré-candidato do PSDB e amplia divergências entre lideranças conservadoras no Ceará
Da Redação
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a criticar a articulação da direita no Ceará após o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) afirmar que poderá apoiar Ronaldo Caiado (União Brasil) ou Renan Santos (Missão) na disputa pela Presidência da República em 2026.
Em publicação nas redes sociais, Michelle escreveu que “a direita do Ceará está vendida”, em referência ao apoio que parte do PL cearense tem dado à pré-candidatura de Ciro ao Governo do Estado.
A manifestação ocorreu depois de Ciro declarar, durante agenda no Cariri, que não pretende apoiar um eventual candidato do PL ao Palácio do Planalto. Segundo ele, após a saída de Aécio Neves da disputa presidencial, as opções que considera são o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos.
A declaração aumentou o desconforto dentro do PL. Embora o partido caminhe para apoiar Ciro na disputa pelo Governo do Ceará, a legenda deverá lançar candidatura própria à Presidência, cenário que torna incompatível o apoio do ex-governador a nomes de outras forças políticas.
Michelle Bolsonaro já vinha manifestando resistência à aproximação entre Ciro e o PL. Desde o início das negociações, ela defende que o partido apoie o senador Eduardo Girão (Novo) ao governo estadual e criticou diversas vezes a construção da aliança com o ex-ministro.
Apesar das divergências, dirigentes do PL no Ceará têm sinalizado que pretendem manter o entendimento político firmado para a eleição estadual, separando a disputa pelo Governo do Ceará da corrida presidencial.
A nova manifestação de Michelle evidencia que o acordo continua produzindo tensões internas e que a definição sobre os apoios nacionais deverá permanecer como um dos principais focos de atrito entre as lideranças conservadoras cearenses ao longo da campanha de 2026.



