Da Redação
Milhares de estudantes secundaristas e universitários ocuparam as ruas do centro do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (7) em uma manifestação pela reeleição do Presidente Lula. Organizado por entidades estudantis, com participação da União Nacional dos Estudantes (UNE), o ato começou na região da Igreja da Candelária e seguiu em direção à Cinelândia, ocupando trechos da Avenida Presidente Vargas e outras vias do centro.
A manifestação ocorreu dois dias depois do primeiro turno e marcou o início de uma mobilização que as entidades estudantis pretendem manter durante a campanha até a votação de 25 de outubro. No centro da pauta estavam a defesa da educação pública, a ampliação das escolas e universidades, a continuidade do programa Pé-de-Meia e a rejeição a cortes no orçamento educacional. A UNE também reivindicou recursos para assistência estudantil, apontando as dificuldades enfrentadas por jovens que precisam de apoio para permanecer nas instituições de ensino.
Juventude se organiza para o segundo turno
A mobilização no Rio faz parte de uma agenda nacional articulada pelas entidades estudantis. A UNE informou que pretende realizar novos atos em outras capitais e cidades brasileiras, além de promover assembleias e atividades dentro das universidades públicas até a véspera do segundo turno. Em São Paulo, uma manifestação foi anunciada para domingo (11), na Avenida Paulista. No Rio Grande do Norte, estudantes programaram uma plenária antes do ato do Presidente Lula em Natal, nesta quinta-feira (8).
No Rio, a organização reuniu estudantes de diferentes instituições e também contou com a presença de movimentos sociais. Registros publicados nas redes sociais mostram a concentração na Candelária e a caminhada pelas ruas do centro, com cartazes e faixas relacionados à educação pública, direitos sociais e à disputa presidencial.
A UNE vinculou sua posição eleitoral às políticas para educação e às condições de vida da juventude. Em nota, a entidade afirmou que pretende manter as universidades e institutos federais mobilizados durante o segundo turno e apresentou a disputa presidencial como uma escolha que também envolve educação, emprego, renda, alimentação, ciência e direitos sociais.
Mobilização ganha as universidades
A manifestação no Rio ocorreu paralelamente a atos e assembleias realizados em outras instituições de ensino após o primeiro turno. Na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), estudantes também foram às ruas em apoio ao Presidente Lula, enquanto a Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, registrou mobilização semelhante. A movimentação indica uma tentativa das organizações estudantis de transformar a campanha do segundo turno em uma agenda presencial dentro das universidades e nas ruas.
O movimento estudantil pretende ampliar essas ações nas próximas semanas. A estratégia anunciada pela UNE é combinar manifestações públicas com atividades nas universidades, buscando levar o debate eleitoral para os espaços onde estudantes já discutem orçamento da educação, permanência estudantil, ciência e políticas públicas.
A mobilização ocorre em uma eleição na qual a educação aparece novamente como um dos temas de disputa entre os candidatos. Para as entidades estudantis, o resultado do segundo turno terá impacto direto sobre as políticas destinadas às universidades, institutos federais, escolas públicas e programas de permanência educacional. A votação está marcada para 25 de outubro.






