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Moraes autoriza Bolsonaro a deixar prisão domiciliar para procedimento médico

Da Redação

O ministro Alexandre de Moraes autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, faça um procedimento ambulatorial para remover lesões de pele no próximo domingo, com previsão de alta no mesmo dia, reforçando o uso da lei mesmo em casos sensíveis.

Na manhã desta terça-feira (9 de setembro de 2025), a defesa de Jair Bolsonaro apresentou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, solicitando autorização para que o ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, pudesse realizar um procedimento médico ambulatorial no próximo domingo (14), em hospital de Brasília.

O relatório médico anexo à solicitação indica que Bolsonaro tem lesões de pele — especificamente um nevo melanocítico do tronco (pinta que normalmente é benigna) e uma neoplasia de comportamento incerto, cuja natureza precisa ser melhor definida. Por isso, foi recomendada a remoção cirúrgica ambulatorial, com previsão de alta no mesmo dia, para que seja realizada análise dermatológica e possível diagnóstico mais preciso.

O pedido destaca que o ex-presidente retomou hábitos médicos após complicações de saúde contínuas — sobretudo relacionadas à facada sofrida em 2018 — e que esse procedimento é parte do acompanhamento regular recomendado para seu quadro clínico.

Em decisão recente, Moraes já havia autorizado Bolsonaro a receber médicos em sua residência para avaliação clínica, além de permitir exames como endoscopia, tomografias e ultrassonografias no Hospital DF Star. Nessa mesma decisão, estabeleceu que Bolsonaro deveria apresentar ao STF um atestado médico com comprovação de comparecimento, no prazo de até 48 horas após os exames.

Agora, com o novo pedido, espera-se que Moraes reforce o monitoramento: caso o procedimento seja autorizado, Bolsonaro deverá permanecer no hospital por período limitado e retornar ao domicílio sob monitoramento eletrônico, com atestado médico registrado documentalmente.

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