Documento critica possível aproximação da base governista com a Federação União Progressista e afirma que alianças com partidos de direita enfraquecem o campo popular no Ceará
Da Redação
Um grupo de lideranças de movimentos sociais, militantes históricos da esquerda e representantes de organizações populares lançou um manifesto público em defesa da pré-candidatura da deputada federal Luizianne Lins (Rede) ao Senado nas eleições de 2026. O documento também manifesta oposição à possibilidade de uma aliança entre a base governista cearense e a Federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (PP).
Segundo os signatários, a construção da chapa majoritária deve priorizar a unidade das forças identificadas com o campo democrático e popular, evitando acordos que, na avaliação do grupo, comprometam a coerência política da esquerda e enfraqueçam o enfrentamento à extrema direita.
Manifesto critica aproximação com partidos do Centrão
O texto afirma que uma eventual composição com a Federação União Progressista contradiria a trajetória histórica dos partidos de esquerda e das organizações populares que sustentam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os autores argumentam que União Brasil e Progressistas tiveram participação recorrente em iniciativas de oposição ao governo federal e desempenharam papel relevante em votações consideradas prejudiciais à agenda progressista no Congresso Nacional. Por isso, defendem que uma aliança eleitoral com essas legendas produziria desgaste político junto à militância e aos movimentos sociais.
Luizianne é apresentada como representante do campo popular
O manifesto sustenta que a candidatura de Luizianne Lins representa uma alternativa capaz de mobilizar os setores populares e fortalecer a identidade programática da esquerda no Ceará.
De acordo com o documento, a ex-prefeita de Fortaleza reúne uma trajetória política ligada às pautas dos direitos humanos, da democracia, da participação popular, do feminismo e da defesa dos serviços públicos, credenciais que, segundo os organizadores, justificam sua indicação para disputar uma vaga no Senado.
Defesa da unidade contra a extrema direita
Embora faça críticas às negociações com partidos de centro e direita, o manifesto reafirma apoio à continuidade do projeto político liderado pelo governador Elmano de Freitas e pelo presidente Lula.
Os signatários afirmam que a prioridade deve ser derrotar a extrema direita nas eleições de 2026, mas defendem que essa estratégia seja construída a partir da mobilização popular e de uma aliança entre partidos e movimentos comprometidos com um programa progressista, em vez de acordos restritos às direções partidárias.
O texto conclama as lideranças da esquerda cearense a construir uma chapa que preserve a identidade do campo democrático e popular, fortaleça as políticas públicas voltadas à classe trabalhadora e mantenha espaço para partidos como Rede e PSOL na composição eleitoral.
Documento reúne lideranças e militantes históricos
O manifesto foi assinado por dezenas de integrantes de movimentos sociais, lideranças feministas, sindicalistas, professores e militantes históricos da esquerda cearense, entre eles Adriana Almeida, Mari Lacerda, Roberto Gomes, Newton Albuquerque, Geraldo Accioly, Ecila Meneses, Mário Mamede, Íris Tavares, Jaciara Carneiro, Vanda Magalhães Leitão, Pedro Silva, Wládia Fernandes, Ana Lea Castelo e Heloisa Gurgel, entre outros nomes ligados aos movimentos populares do estado.






