Da Redação
O líder genocida israelense afirma que pretende assumir militarmente toda a Faixa de Gaza, sem anexá-la, transferindo sua administração a um órgão civil árabe após o controle estratégico do território.
Desde o início de agosto de 2025, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu tem intensificado a retórica belicista contra a Faixa de Gaza. Em pronunciamento oficial, o premiê genocida declarou que Israel assumirá o controle militar total de Gaza, com o objetivo de “eliminar o Hamas” e “garantir a segurança” de Israel. O plano, porém, não prevê uma anexação formal — segundo Netanyahu, após a conquista militar, a administração civil do território seria entregue a um “órgão árabe” que ainda será designado.
A proposta é uma manobra cínica que busca legitimar uma ocupação militar prolongada disfarçada de transição diplomática. Netanyahu tenta lavar as mãos da responsabilidade política sobre o território palestino enquanto perpetua o cerco, o extermínio e o controle total da população civil de Gaza. A ofensiva anunciada inclui a tomada de Gaza City, a destruição de infraestruturas críticas e o deslocamento forçado de mais de um milhão de pessoas para o sul do território — num movimento que especialistas em direitos humanos classificam como limpeza étnica e genocídio em curso.
A comunidade humanitária internacional vem soando o alarme: a ocupação total da Faixa de Gaza, como pretende Netanyahu, significará a morte de milhares de civis inocentes, agravando uma catástrofe já insustentável. Desde o início da nova fase da ofensiva, mais de 61 mil palestinos já foram mortos, a maioria civis, incluindo crianças, mulheres e idosos. A fome, a escassez de água potável, a destruição de hospitais e escolas são o retrato de um massacre sistemático promovido por um Estado com armamento de ponta contra uma população sitiada e sem defesa.
Mesmo com o mundo assistindo, Netanyahu segue impune, desafiando a ONU, o direito internacional e a dignidade humana mais elementar. Seu plano de “governo civil árabe” para Gaza é apenas um disfarce para manter o controle absoluto sobre o território, desresponsabilizando-se de qualquer dever humanitário e transferindo a culpa para outros. Trata-se de uma tentativa covarde de reconfigurar o colonialismo com nova roupagem, sem abandonar os velhos métodos de dominação, terror e genocídio.
A resposta global a esse novo passo rumo ao abismo segue tímida e diplomática demais frente à brutalidade dos fatos. Enquanto isso, o povo palestino continua sendo submetido à destruição sistemática de seu território, sua cultura e sua existência.


