Da Redação
Indicador do Banco Central surpreende positivamente e aponta continuidade da expansão econômica, com destaque para a indústria.
A economia brasileira manteve trajetória de crescimento em fevereiro de 2026, com a chamada prévia do PIB registrando alta de 0,6% em relação a janeiro, segundo dados divulgados pelo Banco Central.
O indicador utilizado, o IBC-Br, funciona como uma espécie de termômetro da atividade econômica e mostrou que o país segue em expansão pelo quinto mês consecutivo, ainda que em ritmo moderado.
O resultado veio acima das expectativas do mercado, que projetava crescimento em torno de 0,5%, reforçando a percepção de resiliência da economia brasileira mesmo em um cenário global adverso.
O principal motor do crescimento foi a indústria.
O setor avançou 1,2% no mês, sendo o grande destaque do período. Já os serviços — que têm maior peso no PIB — cresceram 0,3%, enquanto a agropecuária teve alta mais modesta, de 0,2%.
No acumulado, os números também mostram consistência.
- Alta de 1,1% no trimestre encerrado em fevereiro
- Crescimento de 1,9% em 12 meses
Apesar do resultado positivo, há sinais de desaceleração.
O crescimento de fevereiro foi menor que o de janeiro, quando o avanço havia sido de cerca de 0,86%, indicando um ritmo mais moderado da atividade econômica — algo esperado diante dos juros ainda elevados e das incertezas externas.
Esse ponto é central.
O próprio Banco Central tem sinalizado que uma economia crescendo de forma mais controlada faz parte da estratégia para conter a inflação e garantir estabilidade macroeconômica.
Além disso, o cenário internacional pesa.
A guerra no Oriente Médio e seus impactos sobre energia e inflação global já começam a influenciar as decisões de política monetária no Brasil, limitando o espaço para cortes mais agressivos na taxa de juros.
No fundo, o dado de 0,6% revela um equilíbrio delicado.
De um lado, uma economia que continua crescendo.
De outro, um crescimento que precisa ser administrado para não gerar pressões inflacionárias.
E é nesse equilíbrio que se desenha o ritmo da economia brasileira em 2026.






