Atitude Popular

Silas Malafaia acumula dívida de R$ 17 milhões com a União; alta de 843% desde 2021

Da redação

Documentos da PGFN revelam que o pastor Silas Malafaia, por meio da Editora Central Gospel, aumentou sua dívida fiscal de cerca de R$ 1,8 milhão em 2021 para mais de R$ 17 milhões em 2025 — movimentação que agrava sua situação legal em meio a investigações da PF.

O pastor Silas Malafaia, reconhecido por seu papel político e atuação como líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, agora enfrenta uma crescente crise tributária. Relatórios da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) revelam que as dívidas acumularam-se e atingiram, somente com a União, montante superior a R$ 17 milhões — salto de 843% desde 2021, quando o valor era de apenas R$ 1,8 milhão.

A maior parte desse débito — R$ 16.983.200,80 — está diretamente vinculada à Editora Central Gospel Ltda, empresa fundada há 26 anos junto à esposa Elizete Malafaia e em recuperação judicial desde 2019. Do total devido, cerca de R$ 6,9 milhões são referentes a contribuições previdenciárias, enquanto R$ 10,1 milhões resultam de outros tributos federais pendentes. Uma parcela menor, de R$ 46.388,42, recai sobre a igreja em si, a Assembleia de Deus.

Além desses valores, há ainda uma dívida adicional no âmbito privado, totalizando R$ 15,6 milhões, que envolve bancos, empresas e trabalhadores, inserida no processo de recuperação judicial da editora.

Embora a Central Gospel esteja sob regime especial de renegociação, e o pastor confirme que os pagamentos já estão sendo realizados há dois anos, a escalada vertiginosa da dívida levanta dúvidas sobre a gestão financeira das instituições religiosas que, mesmo em recuperação, acumulam débitos expressivos com a União.

O clima de tensão institucional se agrava diante do contexto em que Silas Malafaia também é alvo de investigação pela Polícia Federal por suspeitas de coação no âmbito de inquérito relacionado à tentativa de golpe. A sobreposição de problemas jurídicos e fiscais expõe fragilidades tanto estratégicas quanto éticas — e ressalta que influência política não pode oferecer imunidade diante da lei.