Imunizante substitui versão anterior e protege contra mais sorotipos da bactéria pneumocócica, responsável por milhares de internações e mortes no país
Da Redação
Uma nova vacina contra doenças pneumocócicas começou a ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) neste mês de junho. Segundo informações publicadas pelo Diário do Nordeste, o Ministério da Saúde iniciou a substituição da vacina pneumocócica conjugada 10-valente pela versão 13-valente, ampliando a proteção oferecida às crianças brasileiras contra infecções graves como pneumonia, meningite, otite e sepse.
A mudança representa um avanço importante na política nacional de imunização, uma vez que a nova formulação protege contra um número maior de sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, principal causadora dessas doenças.
A vacina pneumocócica conjugada 13-valente passa a integrar o calendário nacional de vacinação infantil e será aplicada gratuitamente nas unidades de saúde do SUS. A proteção é destinada principalmente às crianças, grupo considerado mais vulnerável às complicações provocadas pela bactéria.
De acordo com especialistas, as doenças pneumocócicas continuam sendo uma das principais causas de hospitalização infantil no mundo. Em casos mais graves, a infecção pode provocar meningite bacteriana, pneumonia severa, infecções generalizadas e até levar à morte.
A ampliação da cobertura vacinal busca justamente reduzir a circulação dos sorotipos que ainda provocam casos graves mesmo após anos de vacinação sistemática.
A nova vacina protege contra treze variantes da bactéria, três a mais do que a versão utilizada anteriormente pelo SUS. Embora pareça uma diferença pequena, os sorotipos adicionais estão associados a uma parcela significativa dos casos mais graves registrados nos últimos anos.
O Ministério da Saúde informou que a mudança acompanha recomendações técnicas e evidências científicas produzidas a partir do monitoramento epidemiológico realizado no país.
A introdução da vacina ocorre em um momento de retomada das campanhas de imunização e de preocupação das autoridades sanitárias com a queda das coberturas vacinais observada nos últimos anos.
Especialistas lembram que a proteção coletiva depende de altas taxas de vacinação. Quanto maior o número de pessoas imunizadas, menor a circulação da bactéria e menor o risco de surtos ou de casos graves entre crianças, idosos e pessoas com doenças que comprometem o sistema imunológico.
A orientação das autoridades de saúde é que pais e responsáveis procurem as unidades básicas de saúde para verificar a situação vacinal das crianças e garantir a aplicação das doses previstas no calendário nacional.
Além de reduzir internações e complicações graves, a expectativa é que a nova vacina contribua para diminuir a mortalidade associada às doenças pneumocócicas, que continuam representando um importante desafio para os sistemas de saúde em todo o mundo.
Segundo o Ministério da Saúde, as crianças que já iniciaram o esquema vacinal também poderão receber as doses subsequentes dentro das orientações estabelecidas pelo Programa Nacional de Imunizações, garantindo a continuidade da proteção sem prejuízo ao calendário vacinal.












