Da Redação
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou que agendou uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, após um cancelamento anterior, em um gesto de reaproximação política em meio às articulações no campo da direita para 2026.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, confirmou que retomará uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso em Brasília, após um episódio em que havia cancelado o encontro previamente marcado. A visita, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorre em um momento de intensificação das articulações políticas no campo da direita, com vistas às eleições de 2026 e ao reposicionamento de lideranças conservadoras.
Inicialmente, a visita de Tarcísio havia sido marcada para o dia 22 de janeiro, mas foi cancelada de última hora com a justificativa oficial de compromissos em São Paulo quando constava na agenda que ele teria apenas despachos internos no Palácio dos Bandeirantes. O recuo gerou especulações de bastidores sobre estratégia política, já que naquele momento o governador evitou uma associação pública mais explícita com o núcleo bolsonarista, diante de sinais de que poderia haver desconfortos com o entorno do ex-presidente e com a campanha do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência.
Apesar do cancelamento anterior, Tarcísio voltou a agendar formalmente o encontro com Bolsonaro, que cumpre pena no batalhão conhecido como “Papudinha”, em Brasília. O gesto tem sido interpretado por analistas e por aliados de direita como uma tentativa de reforçar laços políticos e demonstrar apoio ao ex-presidente e à sua família, mesmo em um cenário eleitoral em que o campo conservador debate candidaturas e alianças diversas para 2026.
Tarcísio de Freitas tem perfil descrito por observadores políticos como tecnocrático e pragmático — ele foi eleito governador de São Paulo em 2022 com apoio de Bolsonaro, mas também já tomou posições alinhadas a pautas federais quando entendeu serem benéficas para o estado.
Aliados próximos ao governador afirmam que a retomada da visita não deve ser entendida como um simples gesto de subserviência, mas sim como parte de uma estratégia para manter a unidade de parte do espectro político conservador, que se encontra em reorganização após a prisão de Bolsonaro e a indicação de Flávio como candidato. Também há interpretações de que a visita serviria para atenuar tensões internas e canalizar apoios em direção a um projeto político mais amplo para 2026.
Ainda que a reaproximação esteja em curso, o encontro ainda depende da definição de data final por parte do STF e da coordenação entre as agendas do governador e dos responsáveis pela custódia do ex-presidente. A expectativa de aliados é que o gesto contribua para consolidar unidade e ampliar a visibilidade de lideranças conservadoras neste ano de disputa eleitoral intensa.


