Após divergências nos números divulgados sobre alterações de seções eleitorais, deputado Pedro Uczai aciona a Procuradoria-Geral Eleitoral. Eleitores devem consultar os endereços apenas nos canais oficiais e não compartilhar listas sem confirmação.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recuou na divulgação de mudanças de locais de votação para o segundo turno das eleições de 2026, após anunciar alterações em milhares de seções eleitorais. A atualização dos dados reduziu a relação de mudanças anunciadas, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (20). A situação gerou questionamentos sobre a comunicação da Justiça Eleitoral e reforçou a necessidade de os eleitores verificarem seus endereços antes de sair de casa para votar no próximo domingo (25).
O caso também motivou uma iniciativa do líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (PT-SC), que acionou a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para pedir providências urgentes. O parlamentar quer que os eleitores afetados recebam informações claras sobre os novos locais de votação e solicita a apuração de possíveis falhas na divulgação das alterações.
Atenção: uma lista falsa de locais de votação está circulando. Não repasse o material. Para confirmar o endereço da seção eleitoral, o caminho seguro é consultar o aplicativo e-Título ou os canais oficiais do Tribunal Superior Eleitoral e dos Tribunais Regionais Eleitorais.
Mudanças e divergências na divulgação
O anúncio das alterações provocou dúvidas porque os números apresentados pela Justiça Eleitoral sofreram atualizações. Segundo reportagem de O Globo publicada nesta terça-feira, o TSE recuou após anunciar mudanças de endereço em 2.033 seções eleitorais, reduzindo a lista para 438. A atualização evidencia a importância de conferir a versão mais recente das informações antes de tomar qualquer decisão sobre o deslocamento até a urna.
As alterações de locais de votação podem ocorrer por razões práticas, como reformas em prédios públicos, problemas de acessibilidade, danos provocados por chuvas ou necessidades de segurança. Segundo o próprio TSE, as decisões são tomadas pelas zonas eleitorais, que avaliam as condições dos locais utilizados para a votação.
O problema apontado pelo PT está na forma como as mudanças são comunicadas. Quando a informação depende exclusivamente de consultas individuais a sites e aplicativos, eleitores com dificuldades de acesso à internet ou de mobilidade podem encontrar obstáculos para descobrir o novo endereço a tempo.






