Atitude Popular

Vice-presidenta da Venezuela denuncia agressão militar dos EUA e reafirma liderança de Nicolás Maduro

Da redação

Em pronunciamento firme e sem precedentes, a vice-presidenta venezuelana repudia agressão militar promovida pelos Estados Unidos, reafirma que “aqui há um só presidente e se chama Nicolás Maduro” e convoca o povo e a comunidade internacional à resistência contra a intervenção estrangeira.

A vice-presidenta da Venezuela protagonizou um dos discursos mais contundentes contra a agressão militar causada pelos Estados Unidos no território venezuelano, denunciando a operação como ilegal, covarde e uma violação flagrante da soberania nacional e do direito internacional. Em tom firme e sem espaço para ambiguidades, ela declarou: “Aqui há um só presidente e se chama Nicolás Maduro”, reafirmando a autoridade constitucional do chefe de Estado venezuelano diante das tentativas externas de substituição e controle político forçado.

As declarações foram dadas em resposta à ofensiva militar dos Estados Unidos, que, segundo autoridades venezuelanas, resultou em ataques a instalações civis e militares, na captura ilegal de líderes venezuelanos e na tentativa explícita de impor uma nova ordem política no país, liderada por facções externas e facilitada por atores norte-americanos. Para o governo de Caracas, essa intervenção é mais do que um simples episódio de agressão: ela representa um retrocesso histórico à era colonial, em que potências estrangeiras acreditavam ter o direito de subjugar outros povos, roubar recursos e instalar governos fantoches para atender a interesses geoestratégicos.

No centro de sua fala, a vice-presidenta deixou claro que a Venezuela não reconhece nenhuma autoridade imposta pelos Estados Unidos, que qualquer tentativa de substituir ou sequestrar a liderança legítima de Nicolás Maduro é rejeitada e que apenas o governo constitucional venezuelano possui legitimidade para representar o país, seja internamente, seja no palco internacional. “A soberania do nosso povo não está à venda, não está à disposição de potências estrangeiras e não se negocia com quem violenta a Constituição”, afirmou.

A denúncia incluiu termos fortes: ela classificou a ofensiva norte-americana como um ato de violência contra um Estado soberano, que desrespeita princípios básicos do direito internacional, como a proibição do uso da força sem autorização de instância multilateral e a autodeterminação dos povos. Ao reafirmar que Maduro permanece como o único presidente legítimo da Venezuela, a vice-presidenta reforçou que qualquer governo imposto de fora será considerado ilegítimo, criminoso e sem respaldo constitucional.

A fala também teve um forte conteúdo emocional e mobilizador. Ao convocar a população venezuelana à unidade, ela discursou diretamente sobre a necessidade de resistência, de defesa do território e de solidariedade popular em face da agressão externa. “Não estamos sós”, disse, “nosso povo é livre, nosso povo é forte e nossa pátria não será colonizada novamente”. A vice-presidenta pediu ainda que a comunidade internacional — em especial países do Sul Global — repudiasse a intervenção e se posicionasse ao lado da Venezuela, em defesa da paz e do respeito às instituições democráticas.

Especialistas em relações internacionais e direito internacional ouvidos por veículos de imprensa destacam que o pronunciamento representa não apenas uma resposta política, mas uma denúncia formal de agressão que pode ter implicações em debates multilaterais, como fóruns regionais e organismos globais. Ao reafirmar a liderança de Maduro, a vice-presidenta articula uma narrativa de resistência que busca não apenas consolidar a autoridade interna, mas também pressionar outros governos a reconhecer a ilegalidade da ação norte-americana.

A denúncia ocorre em um momento em que a Venezuela enfrenta pressões externas crescentes, incluindo sanções econômicas, campanhas de desinformação, tentativas de isolamento diplomático e agora a agressão militar aberta. Para analistas do Sul Global, esse contexto evidencia a persistência de práticas hegemônicas que tentam controlar países periféricos por meio de meios não apenas econômicos, mas também militares, violando regras que regem a convivência entre Estados soberanos.

A vice-presidenta também articulou uma crítica direta à narrativa de que a ação dos Estados Unidos seria uma “missão humanitária” ou uma “intervenção para restaurar a democracia”. Segundo ela, tais argumentos não passam de pretextos retóricos para justificar o uso da força e a imposição de uma agenda externa que visa capturar recursos estratégicos, controlar rotas de energia e subjugar o país ao interesse de corporações e grupos geopolíticos que não respeitam os direitos humanos nem o Estado de direito.

Em sua avaliação, a agressão é simultaneamente um ataque às instituições venezuelanas e uma afronta à dignidade de um povo que, apesar das adversidades, tem se mantido firme na defesa de seus direitos. A vice-presidenta concluiu o discurso com uma proclamação de unidade nacional, convocando todas as forças políticas e sociais a se unirem na defesa da pátria, independentemente de diferenças internas, contra o que ela chamou de “uma tentativa de recolonização”.