Da Redação
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a composição da chapa presidencial para 2026 ainda não está definida, mas sinalizou disposição para repetir a aliança com o presidente Lula. Ao comentar o cenário em São Paulo, destacou Fernando Haddad como “ótimo candidato” ao governo do estado e citou outros nomes que podem disputar o maior colégio eleitoral do país.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, indicou nesta sexta-feira que pode disputar novamente as eleições de 2026 como vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora tenha ressaltado que a definição formal ainda será discutida mais adiante dentro da coalizão governista. Ao comentar o cenário eleitoral para o próximo pleito, Alckmin também apontou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como um “ótimo candidato” ao governo de São Paulo, reforçando as movimentações políticas que começam a desenhar o tabuleiro eleitoral do país.
Durante conversa com jornalistas, o vice-presidente afirmou que a discussão sobre a chapa presidencial ainda não está concluída, mas deixou claro que vê com naturalidade a possibilidade de repetir a parceria política com Lula, que venceu as eleições de 2022 com a aliança entre PT e PSB.
A declaração ocorre em um momento de intensificação das articulações políticas para 2026, quando o governo e os partidos aliados começam a discutir candidaturas nos principais estados do país. São Paulo ocupa posição central nesse processo por ser o maior colégio eleitoral brasileiro e por concentrar uma disputa simbólica entre os principais campos políticos nacionais.
Ao comentar o cenário paulista, Alckmin mencionou diretamente Fernando Haddad como uma das principais opções do campo governista para disputar o Palácio dos Bandeirantes. O atual ministro da Fazenda já foi prefeito da capital paulista entre 2013 e 2016 e concorreu ao governo do estado em 2022, quando chegou ao segundo turno da eleição.
Além de Haddad, o vice-presidente também citou outros nomes que poderiam representar a base do governo na disputa em São Paulo, entre eles o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, que já governou o estado em 2018, e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Segundo Alckmin, o campo governista possui “um conjunto de alternativas” para a disputa estadual.
Nos bastidores do governo e do Partido dos Trabalhadores, a candidatura de Haddad ao governo paulista vem sendo discutida há semanas. Reuniões recentes entre Lula, Alckmin e o próprio ministro da Fazenda buscaram alinhar a estratégia eleitoral no estado, incluindo a composição de chapas para o governo estadual, o Senado e as alianças regionais.
Essas conversas ocorrem em um cenário político complexo. O atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, eleito em 2022, aparece como provável candidato à reeleição em 2026, o que torna a disputa no estado uma das mais importantes do ciclo eleitoral.
Dentro do campo governista, a definição das candidaturas também envolve o equilíbrio entre partidos aliados e a manutenção da coalizão que sustenta o governo Lula. Parte da estratégia passa por evitar conflitos internos e construir palanques estaduais que reforcem a candidatura presidencial do campo progressista.
Nesse contexto, a eventual repetição da chapa Lula-Alckmin é vista por setores da base governista como um fator de estabilidade política. A aliança entre o presidente e o ex-governador de São Paulo, que durante décadas foram adversários políticos, tornou-se um dos símbolos da ampla frente democrática formada para derrotar o bolsonarismo em 2022.
Ainda assim, as negociações seguem abertas. Lideranças políticas discutem diferentes cenários de alianças e composição de chapas, tanto no plano nacional quanto nos estados. A expectativa é que as definições mais concretas ocorram ao longo de 2026, à medida que os partidos ajustem suas estratégias eleitorais e consolidem seus palanques regionais.
Enquanto isso, declarações como a de Alckmin indicam que o governo e seus aliados começam a sinalizar publicamente as peças centrais do tabuleiro eleitoral que se desenha para a próxima disputa presidencial.






