Da Redação
A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a registrar crescimento, segundo levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta terça-feira (29). De acordo com a pesquisa, 47,6% dos brasileiros aprovam o desempenho do presidente, enquanto 50,9% afirmam desaprovar sua gestão. Outros 1,5% não souberam responder. Os números representam uma melhora em relação ao levantamento anterior, indicando recuperação gradual dos índices de avaliação do governo.
O movimento ocorre em meio à intensificação da disputa política para as eleições presidenciais de 2026 e coincide com um cenário de maior protagonismo do governo federal em temas econômicos e de política externa, especialmente após a reação brasileira às medidas tarifárias anunciadas pelos Estados Unidos e à retomada de investimentos públicos em infraestrutura e indústria. Embora a desaprovação ainda permaneça numericamente superior, a redução da distância entre os dois indicadores sinaliza uma tendência de recuperação observada nas últimas pesquisas do instituto.
Além da melhora na aprovação, o levantamento também reforça a posição competitiva de Lula na corrida presidencial. Em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o presidente aparece com 49,2% das intenções de voto, contra 42,9% do parlamentar. Em comparação com a pesquisa anterior, Lula ampliou ligeiramente sua vantagem, mantendo-se à frente do principal nome hoje associado ao campo bolsonarista.
O resultado ganha relevância porque Flávio Bolsonaro passou a ocupar espaço central nas articulações da direita após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro. O senador vem sendo apresentado por setores do PL como um dos possíveis candidatos à Presidência da República, enquanto Michelle Bolsonaro também permanece entre os nomes cogitados pelo partido para a disputa nacional.
A pesquisa da AtlasIntel sugere que, apesar da elevada polarização política e da manutenção de um eleitorado oposicionista expressivo, Lula preserva capacidade de liderança eleitoral e continua sendo o principal adversário a ser enfrentado pela direita em 2026. O levantamento indica ainda que a disputa permanece aberta, mas mostra que o presidente entra na fase decisiva da pré-campanha em trajetória de recuperação tanto na avaliação de governo quanto nas intenções de voto.






