Da Redação
A mobilização em defesa da pré-candidatura de Luizianne Lins ao Senado ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (24). Militantes, ativistas e dirigentes entregaram ao presidente estadual do PT Ceará, Antônio Alves Filho, o Conin, uma carta que defende o apoio da legenda ao nome da deputada federal nas articulações para a eleição de 2026.
O ato foi realizado na nova sede estadual do partido, em Fortaleza, e reuniu integrantes de movimentos sociais, parlamentares e militantes históricos. A iniciativa nasceu no Núcleo de Base Américo Barreira e, ao longo dos últimos dias, recebeu adesões de dirigentes partidários e representantes do campo progressista, ampliando o alcance da proposta.
Segundo os organizadores, a entrega da carta representa mais do que um gesto simbólico. A intenção é demonstrar que existe uma mobilização organizada da militância em defesa da presença de Luizianne na disputa por uma das vagas ao Senado.
Durante o ato, também foi destacado que esse movimento teve início com a articulação de mulheres que organizaram e divulgaram um manifesto em apoio à pré-candidatura da deputada. Para as participantes, essa construção coletiva abriu caminho para novas adesões e consolidou uma frente de apoio que reúne diferentes setores da esquerda.
Os organizadores defenderam ainda que a articulação não se encerra com a entrega da carta. A avaliação é de que a mobilização precisa permanecer ativa nos próximos anos, fortalecendo os espaços de participação da militância nas decisões políticas do campo progressista.
Pressão nas negociações
A disputa pelas vagas ao Senado é um dos principais temas das negociações da base do governador Elmano de Freitas. Há mais nomes colocados do que vagas disponíveis, o que transforma demonstrações públicas de apoio em um elemento importante do processo político.
Embora atualmente filiada à Rede Sustentabilidade, partido que integra uma federação com o PSOL, Luizianne continua sendo uma das principais referências históricas do PT cearense. Sua eventual participação na chapa governista dependerá do entendimento entre os partidos da base e das definições conduzidas pelas principais lideranças da coalizão.
A entrega da carta acrescenta um novo componente a esse cenário. Ao reunir militantes, dirigentes e parlamentares em torno de um mesmo documento, o movimento busca demonstrar que a defesa da candidatura ultrapassa apoios individuais e passa a contar com organização política construída desde a base partidária.



