Campeão em tudo: Nordeste ficou entre as regiões mais quentes do planeta no fim de semana

Com temperaturas previstas de até 38°C, região começou novembro sob um calor digno de disputa internacional. Inmet também projetou temperaturas acima da média durante o mês
Com informações do Inmet, Climatempo e Portal Mais 360.

O Nordeste começou novembro fazendo aquilo que já parecia ter virado especialidade da região: aparecer entre os destaques. Desta vez, porém, o motivo foi o calor. No domingo (1º), cidades nordestinas entraram na lista dos locais com temperaturas mais elevadas do planeta, com máximas previstas de até 38°C. O ventilador, mais uma vez, teve trabalho.

Entre os municípios que chamaram atenção estava Juazeiro, no norte da Bahia, onde os termômetros poderiam alcançar os 38°C. Teresina, no Piauí, também tinha previsão de chegar à mesma marca. Nas capitais litorâneas, o calor foi um pouco mais moderado: Recife tinha máxima prevista de 31°C, João Pessoa de 32°C e Salvador de 33°C.

A comparação com temperaturas registradas em outras partes do mundo chamou atenção, mas havia uma ressalva importante: não existia um levantamento mundial consolidado que comprovasse a posição do Nordeste entre as regiões mais quentes do planeta naquele domingo. O destaque, portanto, ficou por conta das previsões meteorológicas.

Novembro já tinha chegado com previsão de mais calor

O calor do primeiro dia do mês não apareceu sozinho. Um prognóstico divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em 28 de outubro, já indicava temperaturas acima da média histórica em todas as regiões brasileiras durante novembro.

No Nordeste, os desvios poderiam chegar a 2°C acima da média, especialmente no sul do Piauí e nas regiões central e oeste da Bahia. Na faixa litorânea, a elevação prevista ficava entre 0,4°C e 1°C. Em áreas do interior entre Pernambuco, Ceará e norte da Bahia, poderia alcançar 1,5°C.

A previsão também apontava menos chuva do que o habitual em boa parte da região. Os maiores déficits estavam previstos para áreas entre o litoral baiano e o interior nordestino, especialmente no Maranhão e na Bahia.

E o calor ainda tinha fôlego

Os dias seguintes confirmaram que novembro não pretendia aliviar tão cedo. Segundo levantamento da Climatempo publicado em 2 de novembro, as temperaturas poderiam chegar a 39°C em municípios do Piauí, Maranhão e Paraíba.

Na terça-feira (3), Patos, na Paraíba, e municípios piauienses como Oeiras, Barras, Piripiri e Lagoinha do Piauí tinham previsão de alcançar essa marca.

Outro dado preocupante era a umidade relativa do ar. Em áreas do sul do Ceará, oeste da Paraíba, Pernambuco e norte da Bahia, os índices poderiam cair para níveis entre 12% e 20%.

A combinação de temperaturas elevadas e ar seco aumentava os riscos de desidratação, problemas respiratórios e queimadas. A recomendação dos meteorologistas era reforçar a hidratação e evitar exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes.

No fim das contas, o Nordeste abriu novembro com números que chamaram atenção até fora do país. Se houvesse medalha para calor, a região certamente teria entrado na competição. O problema era que, dessa vez, ninguém estava exatamente interessado em subir ao pódio.