Da Redação
O Ceará conquistou o segundo melhor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Nordeste, consolidando uma trajetória de avanços em educação, renda e longevidade que vem sendo construída ao longo das últimas décadas. Os dados mais recentes mostram que o estado alcançou índice de 0,734, considerado de alto desenvolvimento humano.
O resultado coloca o Ceará atrás apenas de Pernambuco no ranking regional divulgado a partir dos novos indicadores de desenvolvimento humano. O desempenho reforça a posição de destaque do estado em áreas sociais estratégicas, especialmente na educação, setor que tem sido apontado por especialistas como um dos principais motores da melhoria dos indicadores cearenses.
O Índice de Desenvolvimento Humano é calculado a partir de três dimensões fundamentais: renda, educação e expectativa de vida. Quanto mais próximo de 1, melhor o desempenho. O resultado de 0,734 mantém o Ceará na faixa de alto desenvolvimento humano, categoria reservada aos territórios que superam a marca de 0,700.
O avanço ganha relevância quando observado em perspectiva histórica. Em 2023, estudo do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) apontava que o estado ocupava a liderança do Nordeste no IDHM referente a 2021, além da 12ª colocação nacional. Naquele levantamento, o destaque estava justamente na dimensão educação, em que o Ceará registrava um dos melhores desempenhos do país.
Dados do IBGE mostram que o índice estadual chegou a 0,734 em 2021, refletindo melhorias graduais em diferentes áreas sociais e econômicas.
Especialistas observam que os resultados decorrem de políticas públicas de longo prazo, especialmente na educação básica. O Ceará tornou-se referência nacional em alfabetização e aprendizagem nos anos iniciais do ensino fundamental, modelo que passou a influenciar iniciativas adotadas em outros estados brasileiros.
Apesar dos avanços, os desafios permanecem. A desigualdade regional ainda afeta municípios do interior, e indicadores ligados à renda seguem abaixo da média nacional. O próprio IDHM evidencia diferenças importantes entre as cidades cearenses. Fortaleza, por exemplo, aparece historicamente entre os municípios com melhores índices do estado, enquanto localidades do semiárido ainda enfrentam obstáculos estruturais relacionados à pobreza e ao acesso a serviços públicos.
A nova posição do Ceará no ranking nordestino reforça, contudo, uma tendência observada nos últimos anos: o estado continua reduzindo distâncias históricas em relação às regiões mais desenvolvidas do país e ampliando indicadores ligados à qualidade de vida da população.
O que mede o IDHM
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal é uma adaptação brasileira do IDH criado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O indicador considera três dimensões:
- Longevidade, medida pela expectativa de vida da população;
- Educação, baseada em escolaridade e fluxo educacional;
- Renda, calculada a partir do rendimento da população.
A classificação é dividida em cinco faixas:
- Muito alto: de 0,800 a 1,000;
- Alto: de 0,700 a 0,799;
- Médio: de 0,600 a 0,699;
- Baixo: de 0,500 a 0,599;
- Muito baixo: abaixo de 0,500.



