Da Redação
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) informou nesta sexta-feira (25) que está com dificuldades para acessar sua conta oficial no X, @cnbbnacional. Segundo a entidade, o suporte da plataforma já foi acionado e os procedimentos para recuperar o acesso estão em andamento.
A CNBB afirma que encaminhou as informações e comprovações solicitadas pelo X para confirmar a titularidade e a gestão do perfil. O comunicado não informa qual foi a razão da dificuldade de acesso nem se houve uma suspensão formal da conta.
Enquanto a situação não é normalizada, a entidade orienta que suas informações sejam acompanhadas pelos demais canais oficiais, como o portal institucional e os perfis no Instagram, Facebook, YouTube, TikTok e LinkedIn.
O episódio ocorre em uma semana marcada por outras decisões de plataformas digitais envolvendo conteúdos de interesse político no Brasil. Na quarta-feira (23), a Meta retirou temporariamente do Instagram o perfil da série “Revelando”, vinculada ao projeto “Calma Urgente”, que publicou um vídeo apresentado por Fábio Porchat sobre relações envolvendo o Banco Master, Daniel Vorcaro, a Igreja Batista da Lagoinha e políticos.
O perfil foi posteriormente restabelecido. A Meta não apresentou publicamente, segundo as informações divulgadas sobre o caso, uma explicação detalhada sobre qual regra teria motivado a retirada.
Também nesta semana, a Meta desabilitou a conta utilizada pela campanha do Presidente Lula para a veiculação de anúncios no Facebook. A equipe da campanha contestou a medida e pediu explicações à empresa. A restrição afetou especificamente a conta destinada à publicidade eleitoral.
Os três casos são diferentes. A CNBB relata dificuldade de acesso a uma conta institucional no X. O “Revelando” teve seu perfil retirado temporariamente do Instagram. A campanha de Lula teve uma conta de anúncios desabilitada. Até o momento, não há informação pública que permita afirmar que as ocorrências tenham uma causa comum ou façam parte de uma ação coordenada.
A sequência, porém, coloca novamente em discussão o poder das plataformas privadas sobre a circulação de informações no ambiente digital. Instituições religiosas, produtores de conteúdo e campanhas eleitorais dependem desses serviços para alcançar seus públicos e estão sujeitos às regras definidas pelas próprias empresas.
O tema ganha importância adicional às vésperas das eleições de 2026, quando decisões de plataformas sobre contas, publicidade e distribuição de conteúdo podem interferir diretamente na capacidade de diferentes atores de se comunicar com seus públicos.
No caso da CNBB, a entidade afirma que aguarda a recuperação do acesso ao perfil e recomenda, até lá, que as informações sejam verificadas em seus demais canais oficiais.

