Da Redação
Artistas, produtores, pesquisadores, comunicadores, trabalhadores da tecnologia e demais pessoas ligadas à cultura digital estão sendo convocados a participar da eleição do Conselho Estadual de Política Cultural do Ceará (CEPC). A mobilização busca fortalecer a representação de Arte e Cultura Digital e chama atenção para uma etapa indispensável: antes de votar, é necessário realizar o cadastro como pessoa eleitora no Mapa Cultural do Ceará.
Uma mobilização importante para quem produz, pesquisa, trabalha ou simplesmente acredita na importância da cultura digital está acontecendo no Ceará. O Instituto Brasileiro de Políticas Digitais — Mutirão está convocando a sociedade civil a participar do processo eleitoral do Conselho Estadual de Política Cultural do Ceará (CEPC), com atenção especial à continuidade da representação de Arte e Cultura Digital dentro de uma das principais instâncias de participação social na formulação das políticas culturais do Estado.
O processo oficial aberto pela Secretaria da Cultura do Ceará (Secult) e pelo CEPC é destinado ao cadastramento das pessoas eleitoras que participarão da escolha dos representantes da sociedade civil para o biênio 2026–2028. O Conselho reúne representantes dos segmentos culturais, sujeitos e territórios e integra a estrutura institucional de participação social nas políticas públicas de cultura do Ceará.
Para participar da votação, entretanto, existe uma etapa anterior fundamental: é preciso estar cadastrado como pessoa eleitora. O procedimento é realizado pelo Mapa Cultural do Ceará, plataforma oficial da Secult. Para fazer a inscrição, é necessário possuir uma conta e estar conectado ao sistema.
Faça aqui o cadastro no Mapa Cultural do Ceará
A mobilização em torno de Arte e Cultura Digital tem um objetivo concreto. Segundo o Instituto Brasileiro de Políticas Digitais — Mutirão, são necessários pelo menos 20 votos para assegurar a continuidade da cadeira, razão pela qual cada cadastro e, posteriormente, cada participação na votação ganham importância especial.
Não se trata apenas de uma eleição interna do setor cultural. A presença da cultura digital nos espaços de formulação de políticas públicas tornou-se cada vez mais relevante diante das transformações profundas provocadas pelas plataformas digitais, pela inteligência artificial, pelos algoritmos, pelas novas formas de criação artística, pelo audiovisual em rede, pelos games, pelas culturas periféricas conectadas e pelas inúmeras modalidades de produção e circulação cultural que hoje dependem das tecnologias digitais.
Garantir representação significa assegurar que essas questões possam estar presentes institucionalmente quando o Ceará discutir suas políticas culturais.
O próprio edital deixa clara a dimensão democrática do processo. A convocação é destinada à eleição dos membros da sociedade civil que representarão segmentos culturais, sujeitos e territórios no Conselho Estadual de Política Cultural durante o próximo biênio. A iniciativa está fundamentada na legislação estadual que organiza o CEPC e na Lei Orgânica da Cultura do Ceará.
Por isso, o chamado é amplo: artistas, comunicadores, produtores culturais, pesquisadores, professores, estudantes, desenvolvedores, coletivos, trabalhadores da economia criativa, profissionais de audiovisual, criadores digitais e todas as pessoas que atuam na interface entre cultura e tecnologia devem conhecer o processo e, quando atenderem aos requisitos previstos no edital, participar.
Há ainda uma questão urgente. Embora a mensagem de mobilização recebida mencione a eleição até 20 de setembro, a página oficial consultada informa que o cadastramento de pessoas eleitoras está aberto somente até 31 de agosto de 2026, às 23h59. Portanto, quem ainda não realizou essa etapa deve verificar imediatamente sua situação e consultar o regulamento oficial.
Depois do cadastramento, será necessário acompanhar as etapas seguintes previstas pela organização eleitoral para efetivamente participar da escolha dos representantes.
A cultura digital deixou há muito tempo de ser um território separado da cultura. Ela atravessa a música, o cinema, a fotografia, a literatura, o jornalismo, as artes visuais, os jogos, a memória, o patrimônio, a educação e as novas formas de criação coletiva. Também está diretamente relacionada às grandes discussões contemporâneas sobre inteligência artificial, direitos autorais, soberania tecnológica, concentração das plataformas, remuneração dos criadores e democratização do acesso às tecnologias.
É justamente por isso que sua presença nos espaços públicos de decisão importa.
O convite está feito: quem atua, pesquisa, produz ou participa do universo da Arte e Cultura Digital no Ceará deve verificar os critérios do edital, fazer seu cadastro e participar do processo. A continuidade dessa representação depende da participação coletiva.






