Desmatamento na Amazônia cai ao menor nível em seis anos e reforça reconstrução ambiental do governo Lula

Da Redação

O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento da Amazônia dos últimos seis anos, consolidando uma mudança significativa na política ambiental brasileira após o retorno de Lula à Presidência da República. Segundo relatório divulgado pelo MapBiomas, o país conseguiu reduzir em 20,6% a devastação ambiental em relação ao ano anterior, ficando abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde 2019. Na Amazônia, especificamente, a queda foi de 23,5%, resultado interpretado por pesquisadores e especialistas como consequência direta da retomada das políticas de fiscalização ambiental, reconstrução institucional e fortalecimento dos órgãos de controle.

O dado possui enorme peso político e internacional porque ocorre justamente após anos de crescimento acelerado do desmatamento durante o governo Bolsonaro, período marcado pelo enfraquecimento de órgãos ambientais, desestruturação da fiscalização e aumento das pressões sobre a floresta amazônica. Desde 2023, o governo Lula recolocou a pauta ambiental no centro da estratégia institucional brasileira, reconstruindo programas de monitoramento, ampliando operações contra crimes ambientais e retomando compromissos internacionais ligados à preservação da floresta.

O próprio MapBiomas atribuiu a melhora principalmente ao aumento das ações de fiscalização, dos embargos ambientais e da transparência sobre autorizações concedidas para exploração territorial. Segundo o coordenador técnico da rede, Marcos Rosa, cerca de 65% das áreas identificadas com perda de vegetação em 2025 sofreram algum tipo de ação concreta das autoridades ambientais. Em 2019, primeiro ano do governo Bolsonaro, esse índice era de apenas 5%.

A redução do desmatamento também reforça a recuperação da credibilidade internacional do Brasil na área ambiental. Nos últimos anos, Lula transformou a Amazônia em eixo estratégico de sua política externa, aproximando o país de organismos multilaterais, governos europeus e iniciativas globais de combate às mudanças climáticas. A realização da COP30 em Belém ajudou ainda mais a pressionar o Estado brasileiro por resultados concretos na proteção ambiental.

Além da Amazônia, o levantamento mostrou queda do desmatamento em todos os biomas brasileiros, embora o Cerrado continue concentrando mais da metade da perda de vegetação do país. Ainda assim, especialistas afirmam que o resultado demonstra uma inflexão importante na política ambiental brasileira, especialmente após anos de avanço contínuo das fronteiras agropecuárias sobre áreas protegidas e regiões de floresta.

Dentro do governo federal, o resultado foi tratado como demonstração da capacidade de gestão e reconstrução institucional do terceiro mandato de Lula. Auxiliares do presidente avaliam que a redução do desmatamento passou a simbolizar uma mudança mais ampla no modelo de governança ambiental do país. A retomada do PPCDAm, plano histórico de prevenção e controle do desmatamento na Amazônia Legal, voltou a colocar fiscalização, ordenamento territorial, monitoramento remoto e bioeconomia no centro da estratégia federal.

O governo também ampliou investimentos no Fundo Amazônia, reativado após ter sido praticamente paralisado nos anos anteriores. O mecanismo voltou a financiar projetos de monitoramento, proteção territorial, recuperação ambiental e desenvolvimento sustentável na região amazônica.

Mesmo com a melhora dos indicadores, pesquisadores alertam que o problema continua extremamente grave. O próprio relatório do MapBiomas destaca que a Amazônia ainda perdeu vegetação equivalente a quase cinco árvores derrubadas por segundo em 2025. Isso mostra que, apesar da desaceleração, a pressão econômica sobre a floresta permanece intensa, especialmente ligada à expansão agropecuária, mineração ilegal e ocupação irregular de terras públicas.

Ainda assim, a queda do desmatamento passou a ser vista politicamente como um dos principais resultados estruturais do governo Lula até aqui. O tema ambiental deixou de ser apenas pauta ecológica e passou a envolver diretamente:
economia,
imagem internacional,
acordos comerciais,
segurança climática,
soberania territorial
e capacidade de desenvolvimento sustentável.

No cenário internacional, poucos temas hoje produzem tanto impacto geopolítico quanto a Amazônia.

E o fato de o Brasil voltar a apresentar redução consistente do desmatamento recoloca o país no centro das discussões globais sobre clima, biodiversidade e transição ecológica.

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