Por Fabio Sobral (economista e filósofo)
FMI eleva projeção de crescimento do Brasil em 2026 Em seu “World Economic Outlook – Update” de julho de 2026 o Fundo Monetário Internacional elevou a projeção de crescimento econômico para o Brasil de 1,9% do produto interno bruto (PIB) para 2,4% do PIB em 2026.
As matérias jornalísticas da mídia corporativa não explicam as causas desse provável crescimento. Quais seriam elas? Um dos motivos mais importantes é o crescimento da renda disponível das camadas trabalhadoras.
A isenção do imposto de renda até R$ 5 mil (já disponível esse ano) joga R$ 28 bilhões por ano na economia brasileira. As camadas de menor renda têm o que se chama “propensão a consumir” mais alta, ou seja, aumentos na sua renda são transformados em consumo estimulando o crescimento econômico.
O consumo das pessoas corresponde a 64% do PIB brasileiro. Isso indica três conclusões básicas:
1) Não há parcela mais importante na economia brasileira do que o consumo das camadas trabalhadoras. O agronegócio corresponde a 6% do PIB. O mercado financeiro é 7%. O “agro não é tudo”. O mercado financeiro não é o “mercado”, como diz a mídia corporativa. Nós das camadas trabalhadoras somos centrais no funcionamento da economia. Nós somos o verdadeiro mercado;
2) Distribuição de renda é central para manter a economia funcionando. Impostos para os mais ricos são essenciais. Programas de distribuição de renda alcançando os mais pobres permitem que o país escape de crises econômicas. Reduzir salários, congelar aposentadorias, reduzir os programas sociais leva a crises. Sua expansão melhora o funcionamento da economia; e
3) Não há medida mais adequada para a economia do que a distribuição de renda. Os economistas ligados ao poder financeiro afirmam o contrário e querem sempre “austeridade”: fim de programas sociais, cortes de verbas para saúde e educação, corte dos gastos do governo com os mais pobres. Essas medidas sempre serão catastróficas para o país e para o povo. Tais economistas trabalham para manter o Brasil atrasado e subjugado. Um país sem um futuro melhor.






