Senador abriu mão da escolta oficial oferecida durante o período eleitoral, enquanto especialistas discutem critérios para a proteção de candidatos
Da Redação
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu dispensar a equipe de segurança da Polícia Federal colocada à disposição de pré-candidatos durante o período eleitoral. A decisão foi comunicada após o parlamentar afirmar que prefere manter sua rotina sem o esquema oficial de proteção.
A escolta oferecida pela Polícia Federal integra um protocolo adotado durante as eleições para reduzir riscos à integridade física de candidatos considerados expostos em razão da disputa política. A adesão ao serviço, no entanto, não é obrigatória.
Com a decisão, Flávio Bolsonaro continuará realizando sua agenda pública sem a proteção disponibilizada pela corporação.
Proteção passou a ganhar importância após episódios de violência política
O debate sobre a segurança de candidatos ganhou força nos últimos anos em razão do aumento dos casos de violência política registrados no país.
Durante a campanha presidencial de 2018, Jair Bolsonaro foi vítima de um atentado a faca em Juiz de Fora (MG). Já em 2022, o então candidato à Presidência Roberto Jefferson protagonizou um confronto armado contra agentes da Polícia Federal durante o cumprimento de uma ordem judicial.
Especialistas em segurança pública também apontam que a polarização política ampliou o risco de agressões contra autoridades e candidatos, levando órgãos federais a aperfeiçoarem os protocolos de proteção durante campanhas eleitorais.
Medida é facultativa
A proteção disponibilizada pela Polícia Federal é concedida mediante avaliação técnica sobre o nível de risco enfrentado por cada candidato. Mesmo quando o benefício é oferecido, cabe ao próprio político decidir se aceita ou não o acompanhamento.
A recusa de Flávio Bolsonaro reacendeu o debate sobre os critérios adotados para esse tipo de proteção e sobre a responsabilidade dos próprios candidatos na avaliação dos riscos envolvidos em suas atividades públicas.
Enquanto alguns defendem que a decisão deve ser exclusivamente pessoal, outros sustentam que a segurança de figuras públicas também envolve o interesse do Estado, especialmente em um ambiente de crescente tensão política e eleitoral.

