O Brasil acordou neste sábado com a notícia da morte do escritor Luis Fernando Veríssimo, aos 88 anos, em sua cidade natal, Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
Internação e causa da morte
Veríssimo estava internado desde 11 de agosto na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Moinhos de Vento, após ter contraído uma grave pneumonia. As complicações da infecção levaram ao seu falecimento na madrugada deste sábado.
Condições de saúde prévias
Nas últimas décadas, o escritor enfrentava desafios de saúde: sofria de mal de Parkinson, havia passado por um Acidente Vascular Cerebral (AVC) em 2021 e recebeu um marca-passo em 2016. Esses episódios deixaram sequelas motoras e de comunicação, que se somaram ao quadro agravado pela pneumonia.
Legado literário e trajetória
Filho do renomado escritor Érico Veríssimo, Luis Fernando construiu uma carreira autônoma e brilhante, consolidando-se como um dos cronistas mais lidos do país. Ao longo de sua vida, publicou mais de 70 obras — entre crônicas, contos, romances, quadrinhos e adaptações para TV — totalizando cerca de 5,6 milhões de exemplares vendidos.
Sua estreia se deu com “O Popular” (1973), e ao longo dos anos criou personagens emblemáticos como O Analista de Bagé, a Velhinha de Taubaté, Ed Mort e os integrantes da Família Brasil. Também escreveu peças e roteiros para televisão, sendo “Comédias da Vida Privada” — originalmente uma coletânea de crônicas — uma adaptação de sucesso para as telas nos anos 90.
Além da escrita, Veríssimo era músico amador, tocando saxofone em um sexteto de jazz, e transitava com leveza e humor refinado entre diferentes gêneros, do jornalismo à dramaturgia, das tiras de quadrinhos à publicidade.
Homenagens e velório
O corpo será velado a partir do meio-dia na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, onde amigos, admiradores e familiares poderão prestar suas últimas homenagens.


