Entidades afirmam que ataques às profissionais incentivam a violência de gênero e cobram responsabilização do influenciador
Da Redação
A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e sindicatos da categoria divulgaram uma nota de repúdio contra as declarações do influenciador Paulo Figueiredo dirigidas a mulheres jornalistas. No documento, as entidades classificam as manifestações como misóginas e criminosas, afirmando que elas ultrapassam os limites da crítica e configuram um incentivo à violência contra profissionais da imprensa.
A nota sustenta que as jornalistas foram alvo de ataques baseados em seu gênero, em uma tentativa de intimidar e silenciar o exercício da atividade jornalística. Para a FENAJ, esse tipo de discurso contribui para um ambiente de hostilidade e representa uma ameaça à liberdade de imprensa.
Violência de gênero contra jornalistas
As entidades destacam que mulheres jornalistas estão entre os principais alvos de campanhas de ódio nas redes sociais e que episódios dessa natureza não podem ser tratados como simples manifestações de opinião.
Segundo a nota, declarações que estimulam perseguições, constrangimentos ou agressões reforçam a violência política de gênero e colocam em risco a integridade física e psicológica das profissionais. A FENAJ afirma que a misoginia não está protegida pelo direito à liberdade de expressão quando assume a forma de discurso que incentiva a violência ou a discriminação.
Cobrança por responsabilização
Além de manifestar solidariedade às jornalistas atacadas, a Federação e os sindicatos defendem que o caso seja apurado pelas autoridades competentes e que os responsáveis respondam pelos eventuais ilícitos praticados.
As entidades também reafirmam que o livre exercício do jornalismo depende da garantia de segurança para os profissionais de imprensa e alertam que ataques sistemáticos contra jornalistas têm impacto direto sobre o direito da sociedade à informação.
Defesa da liberdade de imprensa
A nota conclui que a intimidação de jornalistas, especialmente por meio de ataques misóginos, não afeta apenas as vítimas diretas, mas enfraquece a democracia ao tentar restringir o trabalho da imprensa.
Para a FENAJ, proteger jornalistas contra discursos de ódio e violência é uma condição essencial para assegurar a liberdade de imprensa e o debate público em um ambiente democráticos.
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