FLÁVIO B. SE FOSSE ELEITO SERIA O MAIOR ESTELIONATO ELEITORAL DA HISTÓRIA

Por Sousa Júnior – Diretor da Atitude Popular

O senador Flávio B. não tem uma só proposta do que faria se eleito que possa ser levada a sério ou traduzida como benéfica ao povo brasileiro. Ele fala que vai fazer um tesouraço de 250 bilhões de reais. Mas não diz o que vai cortar. Pelo contrário, afirma que vai manter todos os programas sociais de Lula e ainda vai aumentar os gastos.

E a mentira voa sem limite. O candidato de dupla face, ao passar a defender o fim da escala 6×1 para não perder votos, disse que quem vai pagar a conta é o governo. E ainda vai criar o “Ministério da Prosperidade”, algo parecido com certas igrejas pentecostais que prometem o céu na terra para receber o dízimo. Neste caso, o voto dos iludidos.

Mas Flávio B. acha isso pouco e tem afirmado que vai reduzir os impostos. Resumindo, vai aumentar as despesas e diminuir as receitas do governo. Que conta mágica é essa? Ele vai reduzir ou aumentar as despesas em 250 bi? Como ilusionistas Malafalha e o Pedir Maiscedo perdem é feio para o seu candidato, que já pode fundar uma igreja só para si.

O maior estelionato que Flávio B. cometeria não é, todavia, o que ele promete, até porque, além de ser pura ilusão, contradiz tudo que o pai não fez quando desgovernou o país. O maior estelionato está no que ele pretende fazer de verdade, exatamente o contrário do que diz, que pode ser resumido no seguinte:

  1. Em vez de prosperidade, desemprego, carestia e cortes de programas sociais, como fez o pai e está fazendo Milei, levando a Argentina à maior crise de sua história;
  2. Em vez de “liberdade” para o trabalhador negociar sua jornada de trabalho, anulação de todos os direitos trabalhistas, como repouso remunerado, férias, FGTS e 13º., como ocorre na pátria idolatrada pelos bolsonaros, os Estados Unidos;
  3. Para encurtar a lista, é possível dizer que só há duas promessas que Flávio B. pretende cumprir: a não reeleição e a mudança da Constituição, pois as duas caminham juntas para uma ditadura, com o retorno da tortura contra seus opositores, regime tão elogiado por Bolsonaro pai, que exaltou Ulstra em 2016 como o “terror” da Dilma.

Dez anos depois do golpe, o terror seria contra todo o povo brasileiro se o filho, que é pior do que o pai, vencesse essa eleição. Não vai. O Brasil é que vai vencer os bolsonaristas e Lula será reeleito no dia 25.