Atitude Popular

Gilmar Mendes defende Messias para o STF e rebate críticas

Da Redação

Ministro do Supremo afirma que Jorge Messias tem qualificação, equilíbrio e experiência para a Corte, criticando o que chamou de ataques “rasos” à indicação de Lula.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, saiu em defesa pública da indicação de Jorge Messias para a Suprema Corte, em um movimento que reforça a disputa política e institucional em torno da vaga aberta no tribunal.

A manifestação ocorreu neste domingo, em meio ao aumento das críticas de setores da imprensa e da oposição à escolha feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Gilmar classificou essas críticas como “vazias e apressadas”, afirmando que ignoram a trajetória profissional e acadêmica do atual advogado-geral da União.

Segundo o decano do STF, Messias possui “vasta experiência na administração pública” e “sólida formação acadêmica”, além de uma atuação marcada por perfil técnico, respeito à separação entre os Poderes e capacidade de diálogo — atributos considerados essenciais para o exercício da magistratura na Corte.

Gilmar Mendes foi além.

Ele destacou que a atuação de Messias à frente da Advocacia-Geral da União inclui a defesa da soberania nacional e iniciativas relevantes no próprio Supremo, como ações relacionadas à responsabilização de plataformas digitais por conteúdos ilícitos.

Na avaliação do ministro, esse conjunto de credenciais demonstra que o indicado “está à altura do cargo” e reúne condições para exercer a função com “equilíbrio, responsabilidade e elevado senso institucional”.

A defesa pública tem peso político significativo.

Gilmar Mendes é o decano do STF, ou seja, o ministro mais antigo em atividade na Corte. Sua posição tende a influenciar o debate institucional e a percepção do Senado Federal, que será responsável pela sabatina e votação da indicação.

O processo agora entra em sua fase decisiva.

A indicação de Jorge Messias já foi formalizada e seguirá para análise na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, com sabatina prevista ainda para abril.

Nos bastidores, o cenário é de disputa intensa.

De um lado, setores que defendem a indicação com base na experiência jurídica e institucional do AGU.
De outro, críticas que apontam proximidade política com o governo como fator de preocupação.

A fala de Gilmar Mendes, portanto, não é apenas uma opinião.

É um movimento estratégico dentro de uma disputa maior sobre o perfil do STF no próximo ciclo político.

No fim, o episódio revela algo central na política brasileira contemporânea:

a disputa pelo Supremo deixou de ser apenas jurídica.

Ela é, cada vez mais, uma disputa de poder.