Da Redação
Plano inclui crédito subsidiado, prorrogação de dívidas e apoio à folha, focado em setores como carne, café e suco, enquanto pacote entra em vigor nesta quarta.
Nesta quarta-feira, 6 de agosto de 2025, enquanto entram em vigor as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o governo federal anunciou um plano de contingência voltado a minimizar o impacto econômico. O pacote de socorro será direcionado a cerca de 10 mil empresas exportadoras vulneráveis, com ações emergenciais para preservação de empregos e receita.
O programa inclui linhas de crédito subsidiado via BNDES, usando um fundo garantidor público, além de flexibilização nos prazos de pagamento de dívidas para setores afetados. Uma das medidas mais esperadas é o apoio à folha de pagamento nos segmentos exportadores, modelo já utilizado na pandemia para garantir estabilidade laboral.
Outra ferramenta considerada é a aquisição direta de estoques represados que não conseguirem escoamento externo, evitando perdas financeiras e mantendo a cadeia produtiva ativa. As medidas estão em fase final de definição, com expectativa de anúncio oficial nesta quarta pela manhã.
Fontes do governo afirmam que há frustração entre empresários, que aguardam com urgência ações no curto prazo. Executivos relataram após reunião com autoridades que as propostas ainda amadurecem e não garantem soluções imediatas para produtos perecíveis. A confiança empresarial depende agora da velocidade de execução das medidas.
A preocupação central do presidente Lula, segundo interlocutores, é a manutenção dos empregos nos setores afetados. Além de Haddad, participaram do termo ministrial decisivo a vice-presidente Alckmin, os ministros Haddad, Marinho e Rui Costa, em encontro no Planalto. As preocupações vão além da contenção econômica — o objetivo maior é preservar a estabilidade social nessas regiões produtivas.
Apesar da gravidade, o governo mantém diálogo aberto com os EUA. Fontes oficiais afirmam que ainda há abertura para negociação diplomática, mas sem concessões unilaterais. O governo Paulo Lula afirma que não cederá à chantagem política em troca de negociação comercial.


