Da Redação
Lula e sua equipe tentam abrir canais com Washington após o “tarifaço”, mas Trump mantém portas fechadas; diplomacia brasileira aguarda sinal de reciprocidade para evitar retaliações.
Desde que os Estados Unidos impuseram uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou esforços diplomáticos para evitar um confronto comercial. Várias tentativas foram feitas para reabrir o diálogo: o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda Fernando Haddad e o chanceler Mauro Vieira buscaram contato com autoridades americanas — incluindo secretários do Tesouro e do Comércio — sem sucesso. O Itamaraty chegou a articular uma missão oficial a Washington, mas a ideia foi descartada por falta de garantias de recepção. Internamente, o governo avalia que a Casa Branca cortou os canais de negociação para fortalecer sua posição de barganha, aguardando o início das tarifas como carta de pressão.
O Planalto reafirma que não há viés ideológico em suas tentativas de diálogo, mas destaca que a postura norte-americana bloqueia qualquer negociação efetiva. Lula expressou que está aberto ao diálogo, mas que não vai se humilhar, e que só retomará contato se perceber abertura genuína por parte de Donald Trump. Para o presidente, políticas comerciais não se resolvem por imposição, mas por negociação — blindando-se contra interferências externas e afirmando a soberania nacional.






