Candidata ao Senado foi abordada de forma agressiva e sofreu contato físico durante primeiro ato de campanha de Fernando Haddad; evento discutia violência contra mulheres
Da Redação
A candidata ao Senado por São Paulo Marina Silva (Rede) foi alvo de uma tentativa de agressão nesta segunda-feira (17), durante uma caminhada de campanha de Fernando Haddad (PT) pelo centro da capital paulista. Um homem se aproximou de Marina de maneira agressiva, fez provocações e chegou a tocá-la no ombro e na barriga antes de ser afastado por integrantes da organização.
O episódio ocorreu durante a primeira agenda oficial de campanha de Haddad ao Governo de São Paulo, dedicada especialmente às mulheres e ao enfrentamento da violência de gênero. Segundo o UOL, Marina classificou o ocorrido como um “ataque verbal”, enquanto Haddad tratou a abordagem como uma tentativa de intimidação.
Homem avançou contra Marina durante caminhada
A caminhada seguia pela região central de São Paulo quando o homem se aproximou de Marina e passou a questioná-la de maneira agressiva. Segundo o relato publicado pelo UOL, ele perguntou: “Quer voltar para a cena do crime?” e tentou avançar na direção da candidata.
O homem conseguiu tocar Marina no ombro e na barriga, mas assessores e pessoas que participavam da caminhada intervieram e o afastaram. Houve confusão no local, e Marina foi retirada da aglomeração por integrantes de sua equipe.
A candidata também enfrentava dores provocadas por uma lesão na coluna decorrente de um acidente recente. Apesar do episódio, não houve registro de ocorrência policial, segundo as informações disponíveis até a publicação da reportagem.
Marina espera que agressão seja episódio isolado
Depois da confusão, Marina lamentou a agressividade do homem e manifestou a expectativa de que episódios semelhantes não se repitam durante a campanha eleitoral. A candidata disputa uma das duas vagas de São Paulo no Senado pela Rede.
Haddad atribuiu o comportamento a setores da extrema direita e afirmou que Marina não seria intimidada. O candidato também relacionou o episódio ao ambiente de hostilidade política e defendeu que a campanha transcorra sem violência contra candidatos e militantes.
A tentativa de agressão ocorreu um dia depois do início oficial da campanha eleitoral e coloca a segurança dos candidatos entre as preocupações desta primeira semana de atividades nas ruas.
Ato era dedicado justamente à violência contra mulheres
A ocorrência chamou atenção também pelo tema escolhido para a caminhada. Haddad iniciou sua campanha estadual com uma agenda voltada às mulheres e apresentou propostas para enfrentar agressões e feminicídios em São Paulo.
Participaram do ato Marina Silva, a candidata ao Senado Simone Tebet (PSB), a deputada federal Érika Hilton (PSOL), o candidato a vice-governador Márcio França (PSB), Ana Estela Haddad e outras lideranças políticas.
Haddad defendeu a criação de uma central capaz de reunir informações sobre suspeitas de violência contra mulheres e crianças e propôs o uso de inteligência artificial para identificar situações de risco antes que agressões evoluam para feminicídios.
Haddad critica política de segurança de Tarcísio
Durante a caminhada, Haddad direcionou críticas ao governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), seu adversário na disputa estadual. O candidato petista afirmou que São Paulo precisa melhorar a capacidade de identificar previamente situações de violência doméstica e acompanhar mulheres ameaçadas.
A violência contra as mulheres também apareceu na abertura da campanha do próprio Tarcísio. No domingo (16), o governador reconheceu que muitas mulheres “não se sentem seguras” e apresentou propostas direcionadas ao eleitorado feminino.
Os registros estaduais mostram crescimento dos feminicídios. Foram 141 casos no primeiro semestre de 2026, diante de 128 ocorrências no mesmo período de 2025.
Tebet e Érika Hilton apresentam propostas
Simone Tebet também abordou o funcionamento da rede de proteção às mulheres. A candidata ao Senado criticou o fato de Delegacias da Mulher não oferecerem atendimento permanente em diferentes localidades, especialmente porque muitas ocorrências de violência doméstica acontecem à noite e nos finais de semana.
Tebet afirmou que pretende direcionar recursos para políticas de enfrentamento à violência doméstica caso seja eleita para o Senado. Érika Hilton, candidata à reeleição para a Câmara dos Deputados, defendeu ampliação das casas de acolhimento e assistência financeira às vítimas que precisam deixar suas residências.
O ato seguiu após a confusão envolvendo Marina. A tentativa de agressão acabou acrescentando à primeira caminhada de Haddad um episódio diretamente relacionado ao assunto que havia levado as candidatas e demais participantes às ruas do centro de São Paulo: a violência contra mulheres.




