Da Redação
Durante a 6ª Cúpula do IBAS, realizada à margem do G20, o presidente destacou que o Brasil, a Índia e a África do Sul compartilham identidade e aptidões para liderar agendas globais em inteligência artificial, democracia e combate à pobreza.
Na mais recente reunião da IBAS — fórum trilateral que reúne Brasil, Índia e África do Sul — o presidente enfatizou a necessidade de reforçar a articulação entre essas grandes democracias do Sul Global. Ele afirmou que “temos muito a dizer para o mundo” ao destacar a condição dos três países como emergentes que compartilham valores democráticos, compromisso com direitos humanos e soberania.
O encontro, realizado durante a cúpula do G20, marcou a retomada da cooperação trilateral após mais de dez anos sem encontros de líderes nessa escala. Segundo o presidente, o momento oferece oportunidade estratégica para modernizar o fórum, fortalecer agendas comuns e ampliar a presença dos emergentes em fóruns globais.
Durante o discurso, ele elencou áreas prioritárias para cooperação: a governança de inteligência artificial — citando a necessidade de os países do Sul Global atuarem na formulação de padrões para dados, algoritmos e regulação –, saúde pública, produção de vacinas e insumos, ciência, trabalho decente, equidade de gênero e combate ao extremismo.
O presidente elogiou o Fundo IBAS, mecanismo criado em 2004 voltado à cooperação Sul-Sul, como exemplo bem-sucedido de solidariedade internacional. O fundo já financiou dezenas de projetos em países em desenvolvimento, segundo ele, e serve como base para iniciativas mais amplas de desenvolvimento global.
Em suas palavras, a coalizão Brasil-Índia-África do Sul possui condições para exercer influência em organismos multilaterais como a ONU, o G20 e o bloco BRICS — contribuindo para que países emergentes participem mais ativamente da formulação de regras globais. Ele encerrou o pronunciamento reafirmando que o fórum trilateral deve se reunir mais frequentemente e “ajudar a moldar a ordem mundial para uma era mais inclusiva”.
