Pesquisa mostra recuperação da aprovação do governo e vantagem confortável do presidente em todos os cenários de segundo turno testados para 2026
O presidente Lula ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira. No principal cenário de primeiro turno para a eleição presidencial de 2026, Lula aparece com 39% das intenções de voto, contra 29% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de dez pontos percentuais.
O levantamento ouviu 2.004 brasileiros entre os dias 5 e 8 de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Além da liderança na corrida eleitoral, Lula também registrou melhora nos índices de aprovação do governo. Segundo a pesquisa, 47% dos entrevistados aprovam sua gestão, enquanto 48% desaprovam. Em maio, a aprovação era de 46% e a desaprovação chegava a 49%.
Na avaliação geral do governo, 34% classificam a administração como positiva, 26% como regular e 38% como negativa. O índice de avaliação positiva permanece estável em relação ao mês anterior, enquanto a avaliação negativa recuou.
Os dados mostram que a principal base eleitoral de Lula continua concentrada no Nordeste. Na região, o presidente alcança 54% das intenções de voto no primeiro turno, mais que o dobro dos 25% registrados por Flávio Bolsonaro.
Entre os eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos, Lula chega a 50%, contra 23% do senador bolsonarista. Já entre os beneficiários do Bolsa Família, a aprovação do governo atinge 60%.
A pesquisa também mostra diferenças importantes por religião. Entre católicos, Lula lidera com 43% contra 27% de Flávio Bolsonaro. Entre evangélicos, porém, o cenário se inverte: o senador aparece com 41%, enquanto Lula registra 26%.
Nos cenários de segundo turno, Lula venceria todos os adversários testados. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente tem 44% das intenções de voto, ante 38% do senador. Contra Romeu Zema (Novo), venceria por 45% a 35%. Diante de Ronaldo Caiado (PSD), abriria vantagem de dez pontos, por 45% a 35%. Já contra Renan Santos (Missão), fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Lula aparece com 45%, contra 31% do adversário.
Outro dado relevante é o crescimento da cristalização do voto. Segundo a Quaest, 63% dos entrevistados afirmam que sua escolha eleitoral já está definida, o maior percentual da série histórica recente. Apenas 36% dizem que ainda podem mudar de candidato até a eleição.
Na economia, os resultados seguem mistos. Embora 44% afirmem que a situação econômica do país piorou nos últimos 12 meses, o percentual é menor que o registrado em abril. Ao mesmo tempo, 39% acreditam que a economia irá melhorar ao longo do próximo ano, índice superior aos 29% que esperam piora.
A pesquisa sugere que Lula mantém uma posição competitiva para a disputa de 2026, sustentado principalmente pelo eleitorado de menor renda, pelo Nordeste e pelos segmentos mais identificados com a esquerda, ao mesmo tempo em que enfrenta desafios para ampliar sua presença entre evangélicos, eleitores de maior renda e setores alinhados ao bolsonarismo.



