Lula amplia mercados e exportações brasileiras superam em mais de seis vezes perdas provocadas por tarifas dos EUA

Governo afirma que diversificação das exportações compensou com ampla margem a redução das vendas ao mercado norte-americano, fortalecendo a estratégia de abertura de novos mercados internacionais

Da Redação

A estratégia do governo federal de ampliar o acesso dos produtos brasileiros a novos mercados internacionais já apresenta resultados que superam, em larga escala, os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Dados divulgados pelo governo mostram que, no primeiro semestre deste ano, o aumento das exportações para China, União Europeia e Índia alcançou R$ 16,1 bilhões, valor mais de seis vezes superior à perda de R$ 2,6 bilhões registrada nas vendas destinadas ao mercado norte-americano.

O desempenho é apontado como um dos principais resultados da política de diversificação comercial adotada pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante do endurecimento da política tarifária do governo de Donald Trump.

Diversificação reduz dependência dos Estados Unidos

Segundo o levantamento, o crescimento das exportações para grandes economias da Ásia e da Europa compensou integralmente a retração das vendas aos Estados Unidos.

A estratégia do governo tem priorizado a abertura de novos mercados, a realização de missões comerciais, o fortalecimento do Mercosul e a ampliação das relações econômicas com países do Sul Global e outras economias de grande porte.

O objetivo é reduzir a dependência do mercado norte-americano e ampliar a presença brasileira em regiões com crescente demanda por alimentos, energia, produtos industrializados e matérias-primas.

Tarifas dos EUA aceleraram busca por novos parceiros

As perdas nas exportações para os Estados Unidos foram atribuídas às tarifas comerciais impostas pela administração Trump, que atingiram diversos produtos brasileiros.

Em resposta, o governo brasileiro intensificou as negociações comerciais com outros parceiros internacionais, acelerando acordos e ações coordenadas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Os números indicam que, para cada real perdido nas exportações destinadas aos Estados Unidos, o Brasil gerou mais de seis reais em vendas adicionais para China, União Europeia e Índia.

Política comercial amplia presença brasileira

A diversificação dos destinos das exportações faz parte da estratégia de inserção internacional retomada pelo governo federal desde o início do atual mandato.

Além da ampliação das relações comerciais com países asiáticos e europeus, o Brasil também tem buscado fortalecer o Mercosul, ampliar a cooperação com os BRICS e consolidar acordos comerciais capazes de reduzir a vulnerabilidade da economia brasileira diante de medidas unilaterais adotadas por outros países.

Estratégia busca ampliar competitividade

Para o governo, os resultados demonstram que a diversificação de mercados fortalece a capacidade de reação da economia brasileira diante de barreiras comerciais externas.

Ao ampliar o número de parceiros internacionais, o país reduz sua dependência de um único mercado consumidor e cria novas oportunidades para o agronegócio, a indústria, a mineração e outros setores exportadores.

A expansão das vendas para China, União Europeia e Índia reforça a importância da política de abertura de mercados como instrumento para manter o crescimento das exportações brasileiras mesmo em um cenário internacional marcado pelo aumento do protecionismo comercial.