Em passeata em Belo Horizonte, Presidente Lula anuncia que começará a usar celular para participar da mobilização digital organizada por André Janones e desafia adversários ao comparar a iniciativa à resistência vietnamita.
O Presidente Lula anunciou, nesta quarta-feira (21), em Belo Horizonte, que passará a integrar o chamado Exército do Lula, mobilização digital associada ao deputado federal André Janones. No encerramento de uma passeata na capital mineira, Lula afirmou que começará a usar um celular recebido do governador do Piauí, Rafael Fonteles, e convocou homens e mulheres a participarem da iniciativa.
“Eu, a partir de amanhã, vou ter celular. E vou fazer parte do Exército do Lula”, declarou o presidente, segundo a transcrição de sua fala no ato.
Lula também estabeleceu uma meta para o crescimento da mobilização. Ao convocar os apoiadores a aderirem à iniciativa, pediu que o grupo chegue a 10 milhões de integrantes até quinta-feira (22).
A declaração aproxima o presidente de uma estratégia de mobilização política que utiliza canais digitais para ampliar o alcance da campanha e estimular a participação de apoiadores. Ao anunciar sua entrada no grupo, Lula também associa diretamente sua imagem à iniciativa coordenada por Janones.
Lula provoca adversários e cita resistência vietnamita
Na sequência do discurso, Lula mencionou André Janones e brincou com os títulos militares usados na mobilização. Apresentou-se como “Marechal Silva” e afirmou que ajudaria a comandar a derrota dos adversários.
O presidente recorreu à Guerra do Vietnã para ilustrar sua avaliação sobre a capacidade de mobilização dos apoiadores. “Pode ficar tranquilo. Ele pensa que nós somos fracos, mas nós somos que nem o Vietnã, que derrotou os Estados Unidos”, afirmou, conforme a transcrição disponibilizada.
A referência à derrota militar dos Estados Unidos no Vietnã foi usada como provocação política, em uma fala dirigida à militância reunida em Belo Horizonte.
Mobilização digital na reta final da campanha
A entrada anunciada por Lula no Exército do Lula dá visibilidade presidencial a uma iniciativa de comunicação digital vinculada à campanha. A meta de 10 milhões de participantes, estabelecida para o dia seguinte, coloca o crescimento do grupo no centro da convocação feita durante o ato.
O anúncio também sinaliza a intenção de ampliar a participação de apoiadores na circulação de mensagens políticas por meios digitais. A dimensão efetiva dessa mobilização, porém, depende dos números de adesão e da atividade registrada no canal.
A fala ocorreu no encerramento da passeata em Belo Horizonte, em um momento de intensificação da disputa eleitoral. Ao convocar diretamente seus apoiadores, Lula transformou a participação no Exército do Lula em um dos recados políticos centrais do ato.
