Victor Marques e Sandra Helena analisam a última sabatina de Lula na Globo, o papel dos meios de comunicação e as condições sociais que mantêm a direita radical competitiva
Da Redação
Derrotar a extrema direita nas urnas não será suficiente para afastá-la da política brasileira. A permanência de relações de trabalho precárias, do endividamento familiar e da insegurança social mantém um ambiente favorável a candidaturas que exploram o medo, a insatisfação e a descrença nas instituições.
A avaliação foi apresentada por Victor Marques e Sandra Helena no programa Democracia no Ar, exibido originalmente pela Rádio e TV Atitude Popular. Com apresentação de Sara Goes, a edição fez um balanço dos acontecimentos políticos de agosto e discutiu suas possíveis consequências para as eleições de 2026.
A conversa abordou a última sabatina de Lula na Globo, o desempenho de Ciro Gomes nos debates do Ceará, a presença de Renan Santos no horário nobre, a entrevista da Record com Ronnie Lessa e a influência do cenário internacional sobre a disputa brasileira.
Na avaliação dos comentaristas, o mês encerrou uma etapa da trajetória de Lula e expôs um problema que continuará depois das eleições: como transformar a insatisfação social em um programa capaz de enfrentar as causas da ascensão da extrema direita.
“Não bastaria derrotar politicamente a extrema direita. Seria necessário produzir um governo muito mais ambicioso, capaz de eliminar as condições sociais que deram origem a ela”, afirmou Victor.
Sabatina marcou um acerto de contas de Lula com a Globo
Lula participou em 27 de agosto da série de entrevistas da Globo com os candidatos à Presidência. A sabatina foi conduzida por César Tralli e Renata Vasconcellos e ocorreu em uma programação especial, depois do Jornal Nacional.
Victor avaliou que Lula começou a entrevista irritado com as perguntas, mas transformou a insatisfação em uma participação enérgica e segura.
“Ele estava muito puto, mas muito eloquente, muito desenrolado, convincente e claro”, afirmou.
Segundo o comentarista, as provocações iniciais elevaram a disposição de Lula para responder e contestar as premissas apresentadas pelos entrevistadores. A experiência acumulada em décadas de vida pública permitiu que ele tratasse de dados econômicos e decisões de governo sem adotar uma postura defensiva.
“Ele estava, ao mesmo tempo, muito tranquilo, muito forte, muito vivo e dinâmico”, disse Victor.
Em um dos momentos de maior tensão, Lula comparou a abordagem da bancada a uma inquirição do Ministério Público. Também recuperou críticas à cobertura da Operação Lava Jato e aos efeitos produzidos sobre sua família e sua trajetória política.
Para Victor, a entrevista assumiu um sentido de despedida. Lula participa de sua última campanha presidencial, segundo declarou, e voltou à Globo em uma circunstância diferente daquela vivida durante as acusações da Lava Jato.
“É uma despedida de sabatinas, mas esse mês também teve a despedida de lançamento de campanha”, observou.
A sabatina aconteceu poucos dias depois do lançamento da candidatura de Lula na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo. O local recebeu grandes assembleias do movimento sindical no fim da década de 1970 e no início dos anos 1980.
Victor relacionou a escolha do espaço ao encerramento de um período iniciado pela industrialização do ABC Paulista. A concentração de operários fortaleceu as greves, contribuiu para a redemocratização e projetou Lula como liderança nacional.
“A industrialização brasileira produziu o ABC. O ABC produziu a liderança de Lula. Essa liderança catalisou um processo que envolveu a formação do PT, da CUT e de novos movimentos sociais”, afirmou.
Na interpretação do comentarista, Lula ocupou o centro da política brasileira desde 1989, mesmo nas eleições em que não foi candidato ou terminou derrotado.
“Esse período também está se encerrando”, declarou.
Acusações contra familiares voltaram ao centro da entrevista
Sandra chamou atenção para a insistência dos meios de comunicação nas acusações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e pessoas próximas ao Presidente Lula.
Na sabatina, Lula disse acreditar na inocência do filho, mas afirmou que ele deve ser investigado como qualquer cidadão. O candidato também comentou o caso de seu ex-chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, conhecido como Marcola, apontando como um erro o recebimento de valores apresentados pelo antigo assessor como empréstimo.
Sandra observou que a relação de Lula com pessoas próximas torna determinadas acusações especialmente dolorosas. Ela mencionou a lealdade de antigos auxiliares durante a prisão do petista e o peso político adquirido por denúncias que alcançam integrantes de sua família.
A comentarista criticou a diferença entre o espaço destinado a essas acusações e o tratamento concedido a suspeitas envolvendo políticos ligados à direita.
“É incrível. Nos programas da televisão aberta, do rádio e dos canais de notícia, não se fala em outra coisa. É Lulinha o tempo inteiro”, afirmou Sandra.
Segundo ela, medidas do governo passaram a ser interpretadas como tentativas de desviar a atenção do caso, mesmo quando relacionadas a pautas anteriores, como a redução da jornada de trabalho e a reforma do Imposto de Renda.
“Todas as medidas do governo são apresentadas como ações para abafar o caso”, disse.
Sandra defendeu que as acusações sejam investigadas, mas cobrou critérios equivalentes para figuras políticas de diferentes campos.
Renan Santos ganha visibilidade sem contraponto equivalente à esquerda
A presença de Renan Santos na série de sabatinas provocou questionamentos sobre os critérios adotados pela Globo. A emissora convidou os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa Quaest de 14 de agosto, segundo informações publicadas na programação das entrevistas.
Sandra, entretanto, avaliou que o problema não se limita ao critério formal. A exposição concedida a candidatos da direita radical pode alterar o lugar que ocupam na disputa, enquanto partidos situados à esquerda do PT permanecem praticamente invisíveis para a audiência da televisão aberta.
“Por que Renan Santos está na bancada do Jornal Nacional? Existe algum critério de legitimidade eleitoral para que ele esteja ali enquanto candidaturas de esquerda não aparecem nem nos debates?”, questionou.
A comentarista afirmou que um candidato pouco conhecido pode iniciar a campanha em uma condição e encerrá-la com maior projeção devido à presença contínua nos principais meios de comunicação.
“A população passa a conhecer Renan Santos. As candidaturas de uma esquerda diferente do PT entram e saem da campanha da mesma maneira, porque não recebem espaço”, observou.
Sandra também criticou a ausência de contestação diante de declarações consideradas autoritárias ou ofensivas. Para ela, a liberdade de expressão não exime jornalistas de questionar propostas, verificar afirmações e exigir explicações.
“As maiores aberrações podem ser ditas em horário nobre”, afirmou.
Record transforma assassino de Marielle em atração
Outro episódio analisado foi a entrevista concedida por Ronnie Lessa ao programa Doc Investigação, da Record. Ex-policial militar, Lessa confessou e foi condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
A Record anunciou o episódio como a primeira entrevista de Lessa diante das câmeras. O programa mostrou o assassino descrevendo o planejamento e a execução do crime, com imagens que reconstituíam a dinâmica apresentada por ele. A emissora divulgou a entrevista como encerramento da terceira temporada do programa.
Sandra criticou a transformação de um homem condenado por um crime político em atração televisiva. O problema, segundo ela, não está em abordar o caso, mas na forma como a entrevista concedeu centralidade ao relato do assassino.
“O cara estava falando como ocorreu a dinâmica, e a simulação aparecia ao lado. Era como uma conversa de bar”, afirmou.
A comentarista lembrou que a Record também gravou uma entrevista com Marco Antônio Heredia Viveros, condenado pela tentativa de assassinato de Maria da Penha. A exibição foi proibida pela Justiça.
Para Sandra, essas escolhas editoriais mostram que a exposição de homens violentos passou a ser tratada como produto de audiência.
“O nível de deterioração não está apenas no mundo subterrâneo da internet. Está aberto, na televisão, diante de todos”, declarou.
A entrevista com Ronnie Lessa foi exibida pouco depois da sabatina de Lula. A proximidade entre os programas chamou a atenção da comentarista para os critérios utilizados na definição de quem recebe o microfone e sob quais condições.
Dados econômicos aparecem pouco nas perguntas
Victor e Sandra questionaram a ausência de confronto entre as declarações de candidatos oposicionistas e os indicadores econômicos do país.
Durante as sabatinas, candidatos afirmaram que o Brasil estaria quebrado. Segundo os comentaristas, os entrevistadores poderiam ter apresentado dados sobre desemprego, inflação, renda e combate à fome para exigir respostas mais consistentes.
“Os candidatos disseram que o Brasil está quebrado e não foram confrontados com os dados”, afirmou Sandra.
O Brasil voltou a sair do Mapa da Fome em 2025, conforme o relatório sobre segurança alimentar divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. O país permanece com problemas graves de insegurança alimentar, mas reduziu a proporção de pessoas submetidas à subalimentação.
Sandra observou que os resultados econômicos já foram considerados decisivos para o comportamento eleitoral. A expectativa era de que emprego, renda e alimentação produzissem apoio mais amplo ao governo responsável pela melhora desses indicadores.
A eleição de 2026, entretanto, mostra que os resultados materiais convivem com identidades políticas consolidadas, campanhas de desinformação e interpretações muito diferentes da situação do país.
“Estamos em outra circunstância, na qual alguém diz que o país está acabado, apesar das evidências, e parte da sociedade acredita”, afirmou.
Extrema direita não é uma invenção superficial
Victor contestou a interpretação de que a força da extrema direita resulta somente da manipulação das redes sociais ou de erros de comunicação. Esses elementos interferem na disputa, mas encontram sustentação em problemas sociais concretos.
O comentarista mencionou a passagem do filósofo Rodrigo Nunes pelo Ceará para o lançamento da edição ampliada de Do transe à vertigem: ensaios sobre a extrema direita e um mundo em transição.
Publicada originalmente em 2022, com foco no bolsonarismo, a obra recebeu novos capítulos e análises sobre a reorganização internacional da direita radical. A Ubu Editora descreve a nova edição como uma investigação das condições estruturais e afetivas que mantêm a extrema direita presente na sociedade.
“A extrema direita é uma força política que, em muitos países onde vigoram democracias liberais, passou a polarizar a política eleitoral”, afirmou Victor.
Ele citou a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, a ascensão de Javier Milei na Argentina e o avanço da Alternativa para a Alemanha. As diferenças nacionais não eliminam características compartilhadas entre esses movimentos.
“A extrema direita não é uma coisa inventada, superficial ou artificial. É o resultado concreto de dinâmicas sociais profundas e de longa duração”, declarou.
Precarização cria terreno para respostas autoritárias
Victor relacionou o crescimento da direita radical aos efeitos sociais acumulados pelo neoliberalismo. A informalidade, o endividamento e a perda de vínculos coletivos produziram uma sociedade na qual muitas pessoas se sentem abandonadas à própria sorte.
“São os trabalhos informais, a sociedade cada vez mais atomizada, a precariedade e o sentimento de que está cada um por si”, explicou.
Nessas condições, a vida econômica é percebida como uma disputa permanente entre indivíduos. O acesso ao emprego já não assegura estabilidade, carreira ou melhora consistente das condições familiares.
A extrema direita se apresenta como resposta à insegurança, mas acelera a desintegração ao reduzir direitos, enfraquecer políticas sociais e transformar grupos vulneráveis em inimigos.
“A extrema direita se alimenta da desintegração social”, sintetizou Victor.
O comentarista afirmou que Lula e o herdeiro político de Jair Bolsonaro representam candidaturas qualitativamente distintas. Ainda assim, a polarização permanece competitiva porque não depende apenas do desempenho individual dos candidatos.
“Estamos lidando com a disputa entre quem foi o melhor presidente do Brasil e o herdeiro do pior presidente. As candidaturas são muito diferentes, mas existe uma polarização real”, disse.
Particularidades brasileiras não podem ser ignoradas
Sandra concordou que a ascensão da extrema direita possui dimensão internacional, mas defendeu que cada país seja analisado a partir de suas condições próprias.
“Podemos fazer uma cartografia de semelhanças e diferenças, mas precisamos observar as especificidades de cada lugar”, afirmou.
No Brasil, a força das igrejas fundamentalistas, a desinformação e o tratamento concedido pela imprensa às candidaturas são fatores relevantes. A experiência do governo Bolsonaro, marcada pela pandemia, pelo desemprego e pela insegurança alimentar, não impediu que sua família continuasse eleitoralmente competitiva.
Sandra citou entrevistas realizadas nas ruas para mostrar que parte dos eleitores não escolhe a direita com base em uma avaliação direta dos serviços públicos. As respostas incluem referências religiosas, informações falsas e percepções formadas por campanhas digitais.
“Existe o sucesso profundo do discurso fundamentalista religioso e uma desorientação produzida pela desinformação”, avaliou.
Para ela, reconhecer essa influência não significa negar problemas reais enfrentados nos bairros. Falta de médicos, insegurança e dificuldades nas escolas precisam ser analisadas com a identificação das responsabilidades de municípios, estados e União.
Insatisfação não deve ser tratada como ingratidão
Victor rejeitou o argumento de que trabalhadores insatisfeitos seriam ingratos por não reconhecerem os avanços obtidos durante os governos de Lula.
“A vida da classe trabalhadora é difícil. Seria ruim se as pessoas estivessem conformadas e alegres com essa situação”, afirmou.
A insatisfação pode alimentar uma política de transformação, desde que existam organizações capazes de apresentar caminhos concretos.
“As pessoas têm que estar inconformadas, querendo mudança”, disse.
A responsabilidade dos partidos e das lideranças de esquerda consiste em converter essa disposição em propostas que alterem a vida cotidiana.
“A responsabilidade da esquerda é transformar essa insatisfação em capacidade concreta de alteração da realidade”, declarou.
Sandra acrescentou que a tarefa não pertence apenas aos dirigentes. Setores sociais com maior acesso a recursos e formação também podem contribuir com organização, comunicação e atuação comunitária.
Trabalho deixou de representar ascensão social
Um dos problemas estruturais discutidos foi a perda de confiança no trabalho como caminho para melhorar de vida.
Victor reconheceu a geração de empregos durante o governo Lula, mas observou que muitas vagas oferecem salários baixos, insegurança e poucas possibilidades de progressão.
“Pode haver trabalho, mas é um trabalho de baixa qualidade, mal pago e que não oferece oportunidade de construir uma carreira”, afirmou.
A descrença no trabalho formal ajuda a explicar o crescimento das apostas esportivas e de outras promessas de enriquecimento rápido. Quando o esforço diário não permite comprar uma casa, sustentar a família ou planejar o futuro, alternativas arriscadas ganham espaço.
“As pessoas perderam a fé na ascensão social por meio do trabalho. Isso alimenta tanto a criminalidade quanto a maluquice das bets”, disse Victor.
Sandra relacionou o problema à automação e à inteligência artificial. O desenvolvimento tecnológico substitui atividades e aumenta a produtividade, mas os benefícios não são distribuídos automaticamente entre os trabalhadores.
Para ela, será necessário discutir políticas permanentes de proteção social, inclusive propostas de renda básica que anteriormente eram tratadas como utópicas.
Governo apresenta sinais, mas mudanças ainda são tímidas
Victor identificou iniciativas que podem apontar para um programa mais amplo. Entre elas estão a proposta de fim da escala 6 por 1, a discussão sobre minerais estratégicos e terras raras e a PEC da Segurança Pública.
O fim da escala 6 por 1, segundo ele, pode reduzir jornadas exaustivas e devolver aos trabalhadores tempo para convivência familiar, descanso e formação.
“É uma tentativa de tornar o trabalho um pouco menos infernal para uma parcela considerável da classe trabalhadora que vive para trabalhar”, afirmou.
A pauta da soberania mineral procura impedir que recursos estratégicos sejam explorados sem planejamento nacional. Já a proposta para a segurança pública tenta responder ao domínio de organizações criminosas e à sensação de abandono vivida em diferentes territórios.
Victor reconheceu ainda os avanços da reforma tributária e da ampliação da cobrança sobre as rendas mais altas. Mesmo assim, avaliou que as mudanças adotadas no terceiro governo Lula foram insuficientes diante da profundidade dos problemas.
“Foram medidas tímidas diante do grau de alteração de que precisamos”, disse.
Brasil tornou-se referência de resistência democrática
Na análise internacional, Victor afirmou que democratas de diferentes países acompanham as eleições brasileiras. O interesse decorre da resposta institucional aos ataques de 8 de janeiro e da postura do Brasil diante de pressões econômicas externas.
“Os democratas do mundo estão com os olhos fixados no Brasil”, afirmou.
O comentarista comparou a responsabilização dos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes com o tratamento concedido nos Estados Unidos aos responsáveis pela invasão do Capitólio.
Também mencionou os conflitos comerciais promovidos pelo governo de Donald Trump contra Brasil e Canadá. Para Victor, as tarifas passaram a ser empregadas como instrumento de interferência em decisões internas de outros países.
“É uma espécie de tarifa por chantagem. Ou você faz o que eu quero no interior do seu país, ou sofrerá punições comerciais”, afirmou.
O Pix apareceu nas negociações devido ao impacto sobre empresas norte-americanas de cartões e meios de pagamento. A defesa do sistema brasileiro ganhou importância como pauta de soberania econômica e tecnológica.
“Os brasileiros usam o Pix sem pagar nada. Ele aumentou o acesso aos serviços bancários e não passa pelas bandeiras norte-americanas”, explicou.
Crise ambiental amplia a instabilidade
Victor encerrou a análise acrescentando a emergência climática ao quadro de desintegração. A elevação da concentração de carbono na atmosfera altera o regime climático e aumenta a frequência de eventos extremos.
“A desintegração não é apenas social. É climática e ecológica”, afirmou.
Secas, enchentes e mudanças na produção agrícola ampliam conflitos distributivos e dificultam o planejamento econômico. As consequências afetam de forma desigual as populações, atingindo com maior intensidade quem possui menos recursos.
“É um mundo mais caótico, mais difícil de prever e controlar, no qual a intervenção política também fica mais difícil. Mas é o mundo com o qual teremos de lidar”, declarou.
Para Victor e Sandra, as eleições brasileiras possuem importância internacional, mas não encerrarão os conflitos presentes na sociedade. Uma vitória progressista precisará ser acompanhada por mudanças capazes de recuperar a segurança econômica, ampliar o tempo livre e oferecer perspectivas de futuro.
“O povo tem razão em se revoltar e querer mais. A responsabilidade das lideranças é transformar essa insatisfação”, concluiu Victor.
Referências
Do transe à vertigem: ensaios sobre a extrema direita e um mundo em transição, Rodrigo Nunes, 2026
Do transe à vertigem: ensaios sobre bolsonarismo e um mundo em transição, Rodrigo Nunes, 2022
Doc Investigação: Ronnie Lessa detalha assassinato de Marielle Franco em entrevista exclusiva, Record, 2026
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