PL mobiliza influenciadores para tentar derrubar canal de apoio a Lula no WhatsApp

Ação coordenada ocorreu no mesmo dia em que o “Exército do Lula”, criado por André Janones, ultrapassou 1 milhão de inscritos

Da Redação

Integrantes da comunicação do Partido Liberal (PL) organizaram nesta terça-feira (6) uma ação com influenciadores de direita para tentar retirar do ar o canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para mobilizar apoiadores do Presidente Lula no segundo turno. A informação foi divulgada inicialmente pelo Brasil 247 e confirmada pelo SBT News.

Segundo as informações publicadas pelo SBT News, representantes da comunicação do PL participaram de uma videoconferência com influenciadores de direita para discutir medidas contra o canal. Alguns participantes teriam ingressado no espaço e realizado denúncias diretamente na plataforma, numa tentativa coordenada de provocar a retirada do conteúdo.

s, representantes da comunicação do PL participaram de uma videoconferência com influenciadores de direita para discutir medidas contra o canal. Alguns participantes teriam ingressado no espaço e realizado denúncias diretamente na plataforma, numa tentativa coordenada de provocar a retirada do conteúdo.

A ofensiva ocorreu no mesmo dia em que o “Exército do Lula” ultrapassou 1 milhão de inscritos. Criado por Janones depois do primeiro turno, o canal passou a ser utilizado para distribuir conteúdos relacionados à campanha de Lula e mobilizar eleitores para a disputa do segundo turno contra Flávio Bolsonaro.

Entre as justificativas apresentadas pelos integrantes da mobilização estão publicações que consideram falsas sobre Flávio Bolsonaro. Uma das afirmações contestadas é a de que o candidato do PL proibiria o voto feminino. Segundo o relato publicado pelo SBT News, as denúncias foram direcionadas ao próprio WhatsApp com o objetivo de provocar uma reação da plataforma contra o canal.

Disputa pelo controle da comunicação digital

André Janones confirmou a tentativa de derrubada e acusou apoiadores de Flávio Bolsonaro de promover uma ação em massa contra o canal. O deputado afirmou que a ofensiva ocorreu justamente depois de o espaço alcançar a marca de 1 milhão de inscritos.

A reação mostra como o WhatsApp passou a ocupar um espaço relevante na disputa pelo segundo turno. Com apenas duas candidaturas na corrida presidencial, as campanhas passaram a disputar não apenas o eleitorado indeciso, mas também os canais capazes de organizar militantes e distribuir conteúdos diretamente aos celulares.

A dimensão alcançada pelo canal criado por Janones explica parte da reação. Em pouco tempo, o “Exército do Lula” ultrapassou a marca de 1 milhão de inscritos, tornando-se um dos maiores espaços de mobilização digital ligados à campanha do Presidente.

A tentativa de retirada do canal também ocorre em um ambiente no qual denúncias contra conteúdos políticos podem produzir consequências significativas. Uma ação coordenada de denúncias pode levar uma plataforma a analisar uma conta ou canal, embora o simples volume de denúncias não determine, por si só, que um conteúdo seja removido.

Janones cria novo canal de comunicação

Depois de denunciar a ofensiva, Janones criou também uma página no Instagram para ampliar a distribuição dos conteúdos relacionados à campanha de Lula. A estratégia busca reduzir a dependência de uma única plataforma e manter a mobilização caso o canal do WhatsApp seja afetado.

O episódio expõe uma disputa que ganhou importância no segundo turno: quem consegue organizar redes de apoiadores e alcançar grandes públicos fora dos canais oficiais das campanhas. A comunicação eleitoral passa por estruturas próprias de partidos e candidatos, mas também por grupos, canais e perfis capazes de mobilizar milhões de pessoas em pouco tempo.

O caso do “Exército do Lula” ocorre em uma eleição marcada por forte disputa nas redes sociais e pela presença de estruturas de comunicação política organizadas em torno de influenciadores. A tentativa de derrubada relatada nesta terça-feira mostra que a batalha pelo alcance digital também passou a envolver ações coordenadas contra os canais utilizados pelo adversário.

Até o momento, não há informação de que o WhatsApp tenha retirado o canal do ar. A plataforma não havia confirmado, nas informações divulgadas pelas reportagens, qualquer decisão sobre o conteúdo denunciado.

A disputa permanece aberta e tende a ganhar intensidade até 25 de outubro, data do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.

CANAL EXÉRCITO DO LULA:

https://chat.whatsapp.com/I85hj4QRCyRKwHeCEJyLHr

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