Atitude Popular

Quaest: 40% dos eleitores de Flávio podem mudar voto

Da Redação

Pesquisa revela menor fidelidade no eleitorado de Flávio Bolsonaro e indica cenário ainda aberto para 2026, com alto potencial de mudança até a eleição.

A mais recente pesquisa Genial/Quaest trouxe um dado estratégico relevante para a disputa presidencial de 2026: 40% dos eleitores de Flávio Bolsonaro afirmam que ainda podem mudar de voto até o dia da eleição.

O número revela um nível de fidelidade relativamente menor dentro desse segmento. Segundo o levantamento, 60% dos apoiadores do senador dizem ter voto consolidado, enquanto os outros 40% admitem possibilidade de mudança.

O dado ganha ainda mais peso quando comparado com outros grupos.

Entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o nível de fidelidade é maior: 65% dizem que o voto já está decidido, enquanto 35% ainda podem mudar.

No conjunto geral da pesquisa, o cenário reforça a incerteza eleitoral:

  • 57% dos brasileiros dizem ter voto definitivo
  • 43% ainda podem mudar de candidato até outubro

Ou seja, quase metade do eleitorado segue em aberto.

Outro ponto importante destacado pela pesquisa é a diferença de comportamento entre campos políticos.

O eleitorado da direita aparece mais fragmentado e fluido. Isso se reflete também em outros candidatos: entre eleitores de Ronaldo Caiado, 60% podem mudar de voto, enquanto entre os de Romeu Zema esse índice chega a 81%.

Esse padrão está diretamente ligado à fragmentação do campo conservador, com múltiplas candidaturas disputando o mesmo espaço político, o que dificulta a consolidação de apoio em torno de um único nome.

O efeito prático disso é claro.

A disputa segue aberta.

Mesmo com cenários de polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro — que já aparecem tecnicamente empatados em simulações de segundo turno —, a eleição ainda depende fortemente da dinâmica da campanha.

Fatores como alianças, desempenho em debates, percepção econômica e capacidade de mobilização nas redes sociais podem influenciar diretamente esse eleitorado ainda indeciso.

No fim, a pesquisa não aponta um vencedor.

Mas revela algo decisivo:

uma eleição com alto grau de volatilidade, em que uma parcela significativa do eleitorado ainda está em movimento.