Atitude Popular

Sóstenes, delinquente-porta-voz do fascismo no Congresso ameaça Moraes

Da Redação

Como líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante vocifera contra o STF com declarações de caça às bruxas, incitação e intimidação. Seu discurso — de defesa de Malafaia até ameaças diretas ao ministro Alexandre de Moraes — desnuda a face autoritária que avança no Legislativo, corroendo a democracia.

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da bancada do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, demonstra comportamento flagrante de um porta-voz fascista no Parlamento: ao reagir à inclusão de Silas Malafaia em investigação da Polícia Federal, não lançou apenas críticas — proferiu ameaças diretas e anti-institucionais contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes.

Após a apreensão do passaporte de Malafaia, Sóstenes subiu à tribuna federal e lançou sua bravata: “Tome cuidado com o que vossa excelência está fazendo… Para cada preso da direita, se multiplicarão milhões nas ruas”. Essa frase revela, sem rodeios, sua disposição à incitação de conflito. Ao invés de respeitar o Estado de Direito ou manter postura de parlamentar, conclamou a base uniforme em mobilização de massa — uma retórica que soa pouco democrática e com cheiro de golpe.

Mas o surto não parou por aí. Ele elevou o tom para declarar uma suposta “perseguição religiosa” cometida por Moraes ao incluir o pastor Malafaia no rol de investigados. Um discurso inflamado que beira o fascismo, que vê inimigos e acusações sem base. Essa narrativa criminaliza instituições, confunde crítica com conspiração e mergulha o debate público em terreno de factóides e radicalização.

Na mesma linha, Sóstenes já havia defendido que decidir quem pode protestar é prerrogativa da Câmara — não do Judiciário — e acusou Moraes de “ruptura institucional sem precedentes” ao ordenar retirada de parlamentares da Praça dos Três Poderes. A ironia é que ele, que deveria defender a democracia plural e os poderes equilibrados, aposta aberto contra prerrogativas constitucionais, conduzindo seu segmento para o autoritarismo simbólico e legal.

O cerne do problema

O que Sóstenes demonstra é um padrão:

  • Uso da retórica ameaçadora como ferramenta política;
  • Apelo ao segmento evangélico, convertendo fé em bandeira de “culto ao poder” contra instituições;
  • Confusão entre manifestações legítimas e planos conspiratórios;
  • Criação de clima de guerra cultural: “nós ou eles”.

Essa postura fere os alicerces da democracia: intelectualização da agressão, banalização do discurso conflitivo, ataque ao Judiciário como inimigo de fé — tudo isso sob o verniz de “defesa”.

Uma liderança com conduta institucional deteriorada

Ao operar como linha auxiliar da estratégia de salvaguarda autoritária (como apoio a Bolsonaro, Malafaia e Eduardo Bolsonaro), Sóstenes incorre em crime de responsabilidade moral, explorando a instabilidade institucional para se consolidar como figura mediadora do conflito e ameaça.

Em vez de promover o diálogo, insiste num eixo da crise permanente. Invoca, por vezes, a liberdade de expressão — mas acaba por transformar o debate democrático em conflito fascista.