Atitude Popular

A voz que virou companhia: rádio cearense perde “O Amigão”


Comunicador marcou gerações com estilo próximo do público e trajetória consolidada nas principais emissoras de Fortaleza

O rádio cearense amanheceu em luto nesta terça-feira (17) com a morte do radialista Carlos Augusto Evaristo Nogueira, conhecido pelo público como “O Amigão”. A informação foi divulgada inicialmente pelo portal O Povo e confirmada por diferentes veículos locais.

Figura popular da comunicação em Fortaleza, Carlos Augusto faleceu após enfrentar uma série de problemas de saúde. Nos últimos meses, ele lidava com complicações graves e chegou a aguardar um transplante de fígado, tendo passado por internações e tratamento intensivo desde o ano passado. (Portal GCMAIS)

Natural de Mossoró, no Rio Grande do Norte, “O Amigão” construiu sua carreira no Ceará, onde se tornou uma das vozes mais reconhecidas do rádio. Seu estilo direto, afetivo e carismático ajudou a consolidar uma relação de proximidade com os ouvintes, característica que atravessou décadas de atuação. (Portal GCMAIS)

O auge da popularidade veio nos anos 1990, período em que liderou audiência na Rádio O Povo AM. Posteriormente, passou pela Rádio Verdes Mares AM, a tradicional “Verdinha”, onde comandou o programa Show da Manhã. Também teve passagens pela TV Diário e pela Rádio Difusora de Mossoró, ampliando sua presença para além do rádio e consolidando seu nome como comunicador multiplataforma. (Portal GCMAIS)

Mais do que um locutor, Carlos Augusto se tornou uma espécie de companhia cotidiana para o público. Seu apelido, “O Amigão”, não era apenas marca artística, mas síntese de uma relação construída ao longo de anos com ouvintes que o viam como uma voz familiar, presente nas manhãs e nos momentos mais corriqueiros da vida.

A trajetória do radialista também se entrelaça com a história da comunicação popular no Ceará. Ao lado do irmão, o também comunicador Evaristo Nogueira, conhecido como “Homem Mau”, ajudou a formar uma dupla que marcou época no rádio local, ainda que com estilos distintos. (Portal GCMAIS)

A morte de Carlos Augusto representa mais do que a perda de um profissional experiente: simboliza o enfraquecimento de uma geração de comunicadores que ajudou a moldar o rádio como espaço de vínculo direto com a população, antes da fragmentação imposta pelas plataformas digitais.

O velório está previsto para ocorrer nesta quarta-feira (18), em Fortaleza, reunindo familiares, amigos e admiradores que acompanharam sua trajetória ao longo de décadas. (Portal GCMAIS)

Com sua partida, fica o silêncio incômodo de uma frequência que, por anos, foi preenchida por uma voz que tratava cada ouvinte como íntimo — como se falasse com um velho conhecido do outro lado do aparelho.

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